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segunda-feira, 25 de março de 2013

A descoberta de um sentido no sofrimento

Victor Frankl, criador da Logoterapia e uma forte influência da programação neurolinguística fala sobre suportar e aprender com o medo e a dor.

Via Seja Excelente - Empreendedorismo e Desenvolvimento Pessoal


     A Logoterapia é uma escola psicológica de caráter multifacetado – de cunho fenomenológico, existencial, humanista e teísta –, conhecida também como a “Psicoterapia do Sentido da Vida” ou, ainda, a Terceira Escola Vienense de Psicoterapia. A teoria de Viktor Emil Frankl (1905-1997) concebe uma visão de homem distinta das demais concepções psicológicas de seu tempo ao propor a compreensão da existência mediante fenômenos especificamente humanos e a identificação de sua dimensão noética¹  ou espiritual, a qual pela sua dinâmica própria pode despertar a vivência da religiosidade. 
      Em 1951, no seu livro Logos und Existenz ("O logos e a existência") Frankl completa os fundamentos antropológicos da Logoterapia. Segundo Frankl, existiria no ser humano um desejo e uma vontade de "sentido". Ele percebe que seus pacientes não sofrem exclusivamente de frustrações sexuais (Freud) ou de complexos como o de inferioridade (Adler), mas também do que reputa ser o vazio existencial.
      Para o analista, a neurose revelaria antes de mais nada um ser frustrado de sentido, o que o levou a concluir que a exigência fundamental do homem não é nem a emancipação sexual, nem a valorização do self, mas a "plenitude de sentido". Segundo Frankl, a compensação sexual não seria nada além de um Ersatz para com a falta de sentido existencial. Por isso, conclui, o terapeuta não pode negligenciar a espiritualidade do analisado e a logoterapia passa a estar centrada no inconsciente espiritual, mais do que nas pulsões.  
    Ele próprio sintetizou o núcleo do seu pensamento: "O que é, na realidade, o Homem? É o ser que decide o que é. É o ser que inventou câmaras de gás, mas ao mesmo tempo é o ser que entrou nelas com passo firme, murmurando uma oração."

[1] É uma disciplina que estuda os fenômenos subjetivos da consciência, da mente, do espírito e da vida a partir do ponto de vista da ciência.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Cérebro e o tempo de cura após tragédias

APÓS A TRAGÉDIA, O CÉREBRO PRECISA TEMPO PARA SE CURAR 

   Deepak Chopra diz que o abraço é uma das maneiras de lidar com o estresse de uma grande tristeza.  
   O trauma cerebral provoca atividade anormal em pelo menos três áreas do cérebro. A amígdala, responsável pelas emoções, é excessivamente ativada. O hipocampo, responsável pela memória de curto prazo, começa a reciclar o evento traumático obsessivamente. O córtex pré-frontal, especialmente na área que media as emoções, torna-se mais fraco. 
  Sendo assim, você não consegue parar de reviver o evento traumático e sentir o seu impacto, enquanto a sua capacidade de superar as suas emoções for pequena. Um evento como o de Newtown cria sofrimento. Este poderia ser definido como a dor que faz a vida parecer sem sentido. Animais sofrem, naturalmente, e muitas vezes profundamente. Alguns, como o elefante, são capazes de luto pela morte de sua espécie, se um morre. Os seres humanos, no entanto, estão sujeitos a dor interna complexas que inclui medo, culpa, vergonha, raiva, dor e desesperança. 
 Chopra coloca que atrasamos a cura quando ficamos obcecados pelos detalhes da tragédia; o trauma perturba o equilíbrio do cérebro, mas se faz necessário tempo pra que ele se reequilibre; após fortes emoções, se faz necessário resistir às imagens negativas, procurando ficar em companhia de amigos, evitando acompanhar os noticiários, pois cada vez vão enfatizando fatos que trazem à lembrança do acontecimento.
 Fonte: www.cnn.com