sábado, 8 de setembro de 2012

TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade



Caracterizado como um transtorno neurobiológico (de causas genéticas) e para outros como um transtorno neurocomportamental, apresentando sintomas de distração, dificuldades com organização e planejamento, impulsividade, agitação (hiperatividade). O TDAH pode levar o indivíduo a dificuldades emocionais e consequentemente de relacionamento, além de baixo desempenho escolar. Embora possam ser inteligentes e criativas, seu desempenho sempre parece ser inferior ao esperado.
Segundo a reportagem da Veja (10/07/2011),
O maior problema do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, o TDAH, é identificar corretamente seus sintomas. Normalmente são mais perceptíveis nos meninos, que manifestam o distúrbio mais claramente. As meninas costumam ser mais discretas, embora a doença as faça ir mal na escola e ter problemas de aprendizagem. Por isso, o diagnóstico correto é essencial para separar o caso de crianças que estão simplesmente agindo conforme sua idade das que realmente precisam de ajuda e eventualmente até medicação.

As crianças com TDAH possuem dificuldades para manter a atenção em atividades prolongadas, repetitivas ou que não lhes seja interessante. São facilmente distraídas por estímulos do ambiente externo. Tendem a ser impulsivas e apresentam dificuldades em se organizar e planejar.

No aspecto neuroquímico, o TDAH é um transtorno onde os neurotransmissores catecolaminérgicos funcionam em baixa atividade.
A ênfase está na desregulação central dos sistemas dopaminérgicos e noradrenérgicos que controlam a atenção, organização, planejamento, motivação, cognição, atividade motora, funções executivas e também o sistema emocional de recompensa.
A medicação mais efetiva para o tratamento é o metilfenidato, que aumenta a quantidade de dopamina na fenda sináptica. Isto leva a investigar os genes do sistema dopaminérgico como sendo  um possível marcador genético do TDAH.
Imagem: http://www.istoe.com.br/reportagens/13191_
ESCOLAS+ESPECIALIZADAS+EM+DEFICIT+DE+ATENCAO 

Causas:

Conforme descrito anteriormente, estudos científicos mostram que portadores de TDAH têm alterações na região frontal e as suas conexões com o resto do cérebro. A região frontal orbital é uma das mais desenvolvidas no ser humano em comparação com outras espécies animais e é responsável pela inibição do comportamento (isto é, controlar ou inibir comportamentos inadequados), pela capacidade de prestar atenção, memória, autocontrole, organização e planejamento.
O que parece estar alterado nesta região cerebral é o funcionamento de um sistema de substâncias químicas chamadas neurotransmissores (principalmente dopamina e noradrenalina), que passam informação entre as células nervosas (neurônios).
Existem causas que foram investigadas para estas alterações nos neurotransmissores da região frontal e suas conexões.

A) Hereditariedade:
Os genes parecem ser responsáveis não pelo transtorno em si, mas por uma predisposição ao TDAH. A participação de genes foi suspeitada, inicialmente, a partir de observações de que nas famílias de portadores de TDAH a presença de parentes também afetados com TDAH era mais frequente do que nas famílias que não tinham crianças com TDAH. A prevalência da doença entre os parentes das crianças afetadas é cerca de 2 a 10 vezes mais do que na população em geral (isto é chamado de recorrência familial).
Porém, como em qualquer transtorno do comportamento, a maior ocorrência dentro da família pode ser devido a influências ambientais, como se a criança aprendesse a se comportar de um modo "desatento" ou "hiperativo" simplesmente por ver seus pais se comportando desta maneira, o que excluiria o papel de genes. Foi preciso, então, comprovar que a recorrência familial era de fato devida a uma predisposição genética, e não somente ao ambiente. Outros tipos de estudos genéticos foram fundamentais para se ter certeza da participação de genes: os estudos com gêmeos e com adotados. Nos estudos com adotados comparam-se pais biológicos e pais adotivos de crianças afetadas, verificando se há diferença na presença do TDAH entre os dois grupos de pais. Eles mostraram que os pais biológicos têm 3 vezes mais TDAH que os pais adotivos.
Os estudos com gêmeos comparam gêmeos univitelinos e gêmeos fraternos (bivitelinos), quanto a diferentes aspectos do TDAH (presença ou não, tipo, gravidade etc...). Sabendo-se que os gêmeos univitelinos têm 100% de semelhança genética, ao contrário dos fraternos (50% de semelhança genética), se os univitelinos se parecem mais nos sintomas de TDAH do que os fraternos, a única explicação é a participação de componentes genéticos (os pais são iguais, o ambiente é o mesmo, a dieta, etc.). Quanto mais parecidos, ou seja, quanto mais concordam em relação àquelas características, maior é a influência genética para a doença. Realmente, os estudos de gêmeos com TDAH mostraram que os univitelinos são muito mais parecidos (também se diz "concordantes") do que os fraternos, chegando a ter 70% de concordância, o que evidencia uma importante participação de genes na origem do TDAH.
A partir dos dados destes estudos, o próximo passo na pesquisa genética do TDAH foi começar a procurar que genes poderiam ser estes. É importante salientar que no TDAH, como na maioria dos transtornos do comportamento, em geral multifatoriais, nunca devemos falar em determinação genética, mas sim em predisposição ou influência genética. O que acontece nestes transtornos é que a predisposição genética envolve vários genes, e não um único gene (como é a regra para várias de nossas características físicas, também). Provavelmente não existe, ou não se acredita que exista, um único "gene do TDAH". Além disto, genes podem ter diferentes níveis de atividade, alguns podem estar agindo em alguns pacientes de um modo diferente que em outros; eles interagem entre si, somando-se ainda as influências ambientais. Também existe maior incidência de depressão, transtorno bipolar (antigamente denominado Psicose Maníaco-Depressiva) e abuso de álcool e drogas nos familiares de portadores de TDAH.

B) Substâncias ingeridas na gravidez:
Tem-se observado que a nicotina e o álcool quando ingeridos durante a gravidez podem causar alterações em algumas partes do cérebro do bebê, incluindo-se aí a região frontal orbital. Pesquisas indicam que mães alcoolistas têm mais chance de terem filhos com problemas de hiperatividade e desatenção. É importante lembrar que muitos destes estudos somente nos mostram uma associação entre estes fatores, mas não mostram uma relação de causa e efeito.

C) Sofrimento fetal:
Alguns estudos mostram que mulheres que tiveram problemas no parto que acabaram causando sofrimento fetal tinham mais chance de terem filhos com TDAH. A relação de causa não é clara. Talvez mães com TDAH sejam mais descuidadas e assim possam estar mais predispostas a problemas na gravidez e no parto. Ou seja, a carga genética que ela própria tem (e que passa ao filho) é que estaria influenciando a maior presença de problemas no parto.

D) Exposição a chumbo:
Crianças pequenas que sofreram intoxicação por chumbo podem apresentar sintomas semelhantes aos do TDAH. Entretanto, não há nenhuma necessidade de se realizar qualquer exame de sangue para medir o chumbo numa criança com TDAH, já que isto é raro e pode ser facilmente identificado pela história clínica.

E) Problemas Familiares:
Algumas teorias sugeriam que problemas familiares (alto grau de discórdia conjugal, baixa instrução da mãe, famílias com apenas um dos pais, funcionamento familiar caótico e famílias com nível socioeconômico mais baixo) poderiam ser a causa do TDAH nas crianças. Estudos recentes têm refutado esta ideia. As dificuldades familiares podem ser mais consequência do que causa do TDAH (na criança e mesmo nos pais).
Problemas familiares podem agravar um quadro de TDAH, mas não causá-lo.

Existem terapias que através da alimentação tentam controlar os sintomas do TDAH, reduzindo a agitação...


Referências:

CYPEL, Saul - A Criança com Déficit de Atenção e Hiperatividade: Atualização para pais, professores e profissionais da saúde -  São Paulo, Lemos Editorial, 2000.

PHELAN, TW. TDA/TDAH – Transtornos de Déficit de Atenção e Hiperatividade. São Paulo: M. Books do Brasil, 2005.


ROHDE, Luiz e BENCZIK, Edvleine - Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade: O que é? Como ajudar? - Porto Alegre, Editora Artes Médicas,1999.

VEJA. 16 perguntas para entender o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. Disponível online em http://veja.abril.com.br/noticia/saude/16-perguntas-para-entender-o-transtorno-de-deficit-de-atencao-e-hiperatividade



Enigma nº 4


Enigma nº 04

--- Desafio de Lógica ---


Preste atenção! Movendo apenas 2 palitos, forme uma nova 

pá e retire o lixo da mesma. Consegue?





Resposta: As primeiras pessoas que responderam corretamente a pergunta lá no face foram...
Márcia Cardoso deslize o 2 para baixo (meio corpo) e passe o 1 para a ponta do dois que sobrou.
Mas também dá pra fazer desta maneira:
Léia De Barcellos Paro Move-se o 3 e o 2 ou o 1 e o 2.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

UNICOG


A UNICOG (Unidade de Neuroimagem Cognitiva)  é um laboratório dirigido por Stanislas Dehaene (foto), localizado no sul de Paris.
Tem como objetivo investigar as funções cognitivas humanas, usando a psicologia experimental, neuropsicologia e abordagens de neuroimagem (Imagem por Ressonância Magnética funcional, IRMf; eletroencefalogramas, MEG e EEG).
As principais linhas de pesquisa são:
- consciência; codificação neural, desenvolvimento, idioma, neuropsicologia, percepção multissensorial; cérebro e genética.
No site desse laboratório existe a possibilidade de qualquer indivíduo realizar pesquisas bibliográficas a cerca de qualquer estudo que os pesquisadores estão fazendo, inclusive trechos de livros dos mesmos, basta verificar neste link http://www.unicog.org/biblio/
Numa breve análise do material por lá divulgado, constatei que também há publicações de entrevistas feitas com Dehaene, aqui no Brasil. Basta acessar  o link da imagem... 
http://www.unicog.org/publications/DEHAENE_PEGADO_2012_RevistaPatio.pdf 

É possível controlar os sonhos?

hipocampo desempenha um papel essencial no processo da memória. Situado em áreas remotas do cérebro - no sistema límbico -, no mesmo nível do lobo temporal, ele assegura o estabelecimento das conexões entre as diferentes zonas cerebrais. Ele exerce uma função vital na transferência de lembranças da memória de curto prazo para a memória de longo prazo, ou seja, na consolidação das lembranças que exige a participação de diferentes partes do cérebro.

 O hipocampo registra acontecimentos que tivemos ao longo do dia, enquanto dormimos, ele faz um “replay” destes eventos, processo que é crucial para a consolidação da memória. Mas agora sabemos que estes "replays" poderiam ser influenciados por estímulos ambientais, pelo menos em ratos. 

Cientistas conseguiram controlar os sonhos de ratos, abrindo as portas para “engenharia do sonho”. A pesquisa realizada no Massachussets Intitute of Technology (MIT), através dos  pesquisadores  Matt Wilson, Daniel Bendor e sua equipe, conseguiu chegar dentro do cérebro de ratos e manipular seus sonhos.
No experimento, os ratos foram treinados para executar caminhos diferentes  através pistas de áudio. Os ratos aprenderam rapidamente que os tons (de áudio)foram úteis:
- um som indicava que um alimento poderia ser encontrado indo para a esquerda, enquanto o outro som indicava que uma recompensa alimentar os aguardava do lado direito.
E enquanto os ratos estavam fazendo isso, os neurocientistas estavam gravando sua atividade neural.  Quando os ratos estavam cansados ​​e dormindo, os pesquisadores mais uma vez registraram a atividade neural de seus cérebros.
Usando a análise correlativa, Wilson e sua equipe confirmaram que os ratos foram sonhando com os labirintos navegados nas façanhas do dia anterior. 
Também, durante o sono dos ratos, os pesquisadores tocavam uma vez a cada cinco a 10 segundos um som aleatório, e também os dois sons associados aos dois lados do labirinto. Sempre que o som associado com o lado esquerdo do labirinto era tocado, o conteúdo do sonho ligado as lembranças de correr para o lado esquerdo do labirinto,  era acionado; e, foi exatamente o mesmo quando o som para o lado direito foi tocado. Se os sons eram tocados por menos de um segundo, a influência sobre o conteúdo do sonho persistiu por cinco a 10 segundos, demonstrando que efetivamente estímulos externos poderiam induzir preconceitos no padrão sonhando, com ratos. Este mesmo fenômeno não apareceu quando os ratos estavam acordados e fora do labirinto.
Os pesquisadores afirmam que a atividade neural dos roedores enquanto eles sonhavam passou a repetir o padrão registrado quando eles seguiam as dicas, demonstrando que os sonhos podem ser manipulados. Segundo os pesquisadores, a relevância destes estudos,  poderão servir no futuro para reforçar e bloquear memórias indesejadas em humanos.
Para saber mais acesse:





sábado, 1 de setembro de 2012

Enigma nº 3 - Baldes


Enigma nº 03
--- Desafio de Lógica ---


      Note que seis baldes estão cheios de água e seis estão vazios.
Trocando apenas três baldes de posição, como é possível organizá-los de forma que os baldes cheios e os baldes vazios fiquem alternados?
Antes de colocar a resposta só quero acrescentar que a pergunta original deste desafio era: Movendo apenas três baldes, como é possível organizá-los de forma que os baldes cheios e os baldes vazios fiquem alternados?
Entretanto, achei que seria muito difícil a resolução e por isso modifiquei, mas sempre tem aqueles que tem um raciocínio bem mais apurado e a segunda e a terceira resposta, que estavam lá no face, responderiam perfeitamente a pergunta original: 
- "Izabelle Defaveri Jogando a água dos copos B, D e F nos copos L, I e G respectivamente.
Vera-Lucia Lopes Transfere a água dos copos (A>M)(C>J)((E>H) e colocando os copos vazios de volta no seu devido lugar.
Mas como modifiquei a pergunta, então essa resposta também esta correta: Gislaine Oliveira B no lugar do L ; D no lugar do I ; F no lugar do G ;