segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Psicopedagogia - um processo de constante formação e criação

     
     A psicopedagogia no Brasil, há mais de trinta anos, no final da década de 70, com o principal objetivo, saber por que muitos não aprendiam, vem desenvolvendo um quadro teórico próprio. Diferenciada da psicologia e obviamente da pedagogia,  apresenta-se como uma área de conhecimento, que traz em si as origens e contradições de uma atuação interdisciplinar, necessitando de muita reflexão teórica e pesquisa. Por exemplo, se o indivíduo possui uma dificuldade de aprendizagem relacionada a metodologia ou conteúdos escolares, o psicopedagogo é o profissional indicado para ajudar a intervir neste processo. Porém, a psicopedagogia não se preocupa com conteúdos aprendidos ou não, mas sim como se posicionam os ensinantes e aprendentes e procura como se dá a relação com o conhecer e o saber.
     A mesma nasceu da necessidade de contribuir na busca de soluções para a difícil questão do problema da aprendizagem humana. Tem seus fundamentos teóricos construídos a partir de várias áreas do conhecimento: Psicologia, Pedagogia, Medicina, Fonoaudiologia, Linguística, Filosofia etc. Seu objeto de estudo é o processo de aprendizagem humana, com um olhar mais amplo e inclusivo. A Psicopedagogia, na sua prática clínica e preventiva, utiliza recursos específicos de diagnósticos e de intervenção.
  Bossa (2000, p. 24) uma das maiores referências de Psicopedagogia no Brasil, enfatiza que:
 A Psicopedagogia se ocupa da aprendizagem humana, o que adveio de uma demanda – o problema de aprendizagem, colocando num território pouco explorado, situado além dos limites da Psicologia e da própria Pedagogia – e evolui devido a existência de recursos, para atender esta demanda, constituindo-se assim, numa prática. Como se preocupa com o problema de aprendizagem, deve ocupar-se inicialmente do processo de aprendizagem. Portanto vemos que a psicopedagogia estuda as características da aprendizagem humana: como se aprende, como esta aprendizagem varia evolutivamente e está condicionada por vários fatores, como se produzem as alterações na aprendizagem, como reconhecê-las, tratá-las e preveni-las. Este objeto de estudo, que é um sujeito a ser estudado por outro sujeito, adquire características específicas a depender do trabalho clínico ou preventivo.

Referências:
BOSSA, Nádia. A Psicopedagogia no Brasil. Porto Alegre: Artmed, 2000.

domingo, 11 de novembro de 2012

Dificuldades de aprendizagem

    Segue uma lista de itens que podem servir como guia de orientação para pais e professores.  Conforme a nota desta lista, a mesma não deve ser utilizada isoladamente, pois todas as crianças exibem um ou mais destes comportamentos, de tempos em tempos, ao longo de sua infância pelo que se chama a atenção para o fato de que não se devem tirar ilações (deduções) com base na aplicação desta lista por si só. Contudo, a exibição frequente de um grupo destes comportamentos pode ser considerada como um indicador para a procura de uma consulta ou para a efetuação de observações ou avaliações posteriores.


sábado, 10 de novembro de 2012

Para um bom desempenho cerebral... água é essencial!


    Nossas sinapses (as comunicações de um neurônio para o outro no cérebro) ocorrem com melhor desempenho, diante de um organismo bem hidratado, por isso água é fundamental. Quando você não bebe esse líquido constantemente, essas comunicações ficam prejudicadas, atrapalhando o raciocínio e a concentração. Além disso, o hipotálamo - parte integrante do cérebro - regula a fome, o sono, o cansaço e a sede. Quando ingerimos pouca água, a desidratação é confundida com fome, fazendo a pessoa comer sem necessidade e engordar, além de oferecer mais cansaço.
   Alguns cientistas, do Reino Unido, analisaram dois grupos de adolescentes durante a prática de atividade física. Os jovens tiveram que andar de bicicletas divididos em dois grupos: um vestindo três camadas de roupa e o outro roupas adequadas a prática de exercícios.
   O primeiro grupo apresentou maior perda de suor (relacionado à idade). Após estas atividades, os voluntários foram expostos a jogos de raciocínio. Constatou-se que o grupo que perdera mais água, teve mais dificuldade em resolver os desafios propostos pela atividade.
    A publicação demonstrou também que a hidratação com apenas um ou dois copos de água faz com que o tamanho do cérebro volte ao normal, restabelecendo sua capacidade normal.
   Além da saúde do cérebro, hidratar-se corretamente também oferece benefícios para diversas partes do organismo:
- Melhora o funcionamento do intestino;
- Auxilia no processo de expectoração de resíduos pulmonares;
- Regulador da temperatura do corpo em níveis ideais;
- Importante para eliminação de resíduos tóxicos pela urina;
- Fundamental para as reações metabólicas;
- Promove a revitalização das células, mucosas e peles.

Enigma nº 13

--- Enigma nº 13 ---
---Desafio de lógica ---


A imagem diz tudo, basta "remexer na sua memória de longo-prazo" para lembrar as faces ocultas e após efetuar os cálculos... ( A resposta irei postar dia 17/11)

Resposta... Já vi que simplesmente colocar a resposta vai ser polêmico, então vamos por passos...
25 é o total que já parece, agora segue a planificação do dado para ter a visibilidade do restante:
Começando de cima para baixo:
- 4 é a parte de baixo do 1º dado;
- 5 é a parte de baixo do 2º dado;
- 1 é a parte de baixo do 3º dado;
- 5 é a parte de baixo do 4º dado;

As somas das partes de baixo equivalem a 15, mais 25 pontos das visíveis = 40 pontos



Portanto, a Pri Pires aqui no blog foi quem acertou;  e lá no face uma das primeiras a acertar foi Thaïs Helena Henriques Chaves.

Esclerose Múltipla

    Para alguns, no início pode aparecer despercebido, um cansaço intenso, pálpebras "pulando" ou "tremendo", descontrole da bexiga e do intestino, a fraqueza nas pernas e a visão dupla, são alguns dos sintomas apontados por quem possui esclerose múltipla (EM). 



     Descrita em 1860 pelo francês Jean Charcot, caracteriza-se como lesão do sistema nervoso central é uma doença neurológica crônica, de causa desconhecida.Trata-se de um problema comum, na faixa dos 20 aos 40 anos. O maior pico de prevalência, aliás, ocorre por volta dos 30 anos e é raro aparecer na terceira idade. A cada mil pacientes acima dos 60, apenas 15 desenvolvem a doença. Enquanto que até os 15 anos, essa proporção aumenta para 67 portadores a cada mil pessoas. As mulheres também são as mais atingidas, com uma proporção de duas vítimas do sexo feminino para um portador do sexo masculino. Elas são os principais alvos, mas podem ter filhos normalmente. A enfermidade dificilmente se manifesta no período da gestação.
        É caracterizada também como Doença Desmielinizante, pois lesa a mielina, que recobre e isola as fibras nervosas destinadas aos impulsos ao cérebro, ao nervo óptico e à medula espinhal. A mielina é uma substância constituída por proteínas e gorduras que ajudam na condução das mensagens que controlam todos os movimentos conscientes e inconscientes do organismo. Na Esclerose Múltipla, a mielina se transforma em placa endurecida, interferindo na transmissão dos impulsos ao cérebro, ao nervo óptico e à medula espinhal, dificultando o controle de várias funções orgânicas, tais como a visão, o andar e o falar, entre várias outras e, em particular, as funções fisiológicas, que se descontrolam.



   
Denomina-se ESCLEROSE porque:

• A enfermidade implica no “esclerosamento” ou endurecimento dos tecidos das áreas afetadas do cérebro ou da medula espinhal.  

 Denomina-se MÚLTIPLA porque:

• Muitas áreas dispersas do cérebro e da medula espinhal são afetadas.

• Os sintomas podem ser benignos ou graves e surgem e desaparecem de maneira imprevisível.
  Não existe cura para a Esclerose Múltipla. No entanto, muito pode ser feito para ajudar os doentes a serem independentes e a terem uma vida cômoda e produtiva.


Alguns sintomas são:

- Parestesias: desordem nervosa caracterizada por sensação anormal e alucinações sensoriais. 
- Perda de coordenação dos movimentos 
- Extrema fraqueza ou fadiga sem causa aparente. 
- Alterações da fala.
- Perturbações do equilíbrio
- Perda de controle urinário ou fecal. 
- Tremor nas mãos. 
- Paralisia parcial ou completa de alguma parte do corpo. 
- Alterações da visão: visão dupla de imagens, descontrole no movimento dos olhos ou embaçamento visual. 
Nistagmo - tremor ocular involuntário, rítmico, oscilatório e repetitivo
- Arrastar dos pés. 
- Adormecimento ou sensação de "formigamento". 
- Redução de função dos esfíncteres 
- Vertigem 
- Falta de coordenação 
- Perda visual

Tratamento:

     A maioria dos portadores tem vida longa, estendendo o tempo de vida em níveis praticamente normais. A Esclerose Múltipla pode ser minimizada com tratamentos adequados. 
     Terapias individuais ou em grupo auxiliam os portadores e seus familiares a lidarem com a ansiedade, a depressão e as limitações causadas pela doença. Períodos de remissão dos sintomas, com a incerteza do tempo que pode durar a crise, talvez tornem o ajustamento à doença praticamente difícil.
    No tratamento podem ser usadas medicações para aliviar ou minimizar os surtos, como os corticóides, os imunossupressores, assim como moduladores de imunidade. Ao mesmo tempo, deve-se fazer acompanhamento fisioterápico para melhorar a recuperação do paciente.