terça-feira, 8 de janeiro de 2013

O que é o medo?

  
    O medo é uma sensação que proporciona um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente. Pavor é a ênfase do medo.
      O medo é provocado pelas reações físicas sendo iniciado com descarga de adrenalina no nosso corpo causando aceleração cardíaca e tremores. Pode provocar atenção exagerada a tudo que ocorre ao redor, depressão, pânico, etc.
     Medo é uma reação obtida a partir do contato com algum estímulo físico ou mental (interpretação, imaginação, crença) que gera uma resposta de alerta no organismo. Esta reação inicial dispara uma resposta fisiológica no organismo que libera hormônios do estresse (adrenalina, cortisol) preparando o indivíduo para lutar ou fugir.




      A resposta anterior ao medo é conhecida por ansiedade. Na ansiedade o indivíduo teme antecipadamente o encontro com a situação ou objeto que lhe causa medo. Sendo assim, é possível se traçar uma escala de graus de medo, no qual, o máximo seria o pavor e, o mínimo, uma leve ansiedade.
     O medo pode se transformar em uma doença (a fobia) quando passa a comprometer as relações sociais e a causar sofrimento psíquico.





Fonte: Wikipédia

Experiência conta muito, mas saber aprender faz a diferença!



Mas o que é um filtro emocional? Como fazer isto no nosso dia a dia?
    Damásio(1995) coloca que sem emoção não podemos tomar uma decisão, mas e quando a emoção é mais forte que a razão, como é que fica? Para ele, existem emoções primárias e secundárias e sentimentos associados às emoções. As emoções primárias envolveriam disposições inatas para responder a certas classes de estímulo, controladas pelo sistema límbico. As emoções secundárias seriam aprendidas e envolveriam categorizações de representações de estímulos, associadas a respostas passadas, avaliadas como boas ou ruins. Desta forma, a emoção está associada à memória; ou seja, ao contexto em que é adquirida na experiência individual.
    Cury (2003), diz que gerenciar a emoção é o alicerce de uma vida encantadora. É construir dias felizes, mesmo nos períodos de tristeza. É resgatar o sentido da vida, mesmo nas contrariedades. Não há dois senhores: ou você domina a energia emocional, ainda que parcialmente, ou ela o dominará.

Doyle e sua “Teoria do Sótão” (os cérebros seriam sótãos em que guardamos objetos) nos faz um convite a pensar no que estamos dando ZOOM em nossos pensamentos... Será que realmente priorizamos fatos importantes? Ou quem sabe aqui também poderia constar: Controlamos nossas emoções ou as priorizamos (aumentamos o ZOOM)?
    Em recente edição da revista Nova Escola, publicou-se que os pesquisadores Larry Cahill e James McGaugh, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, publicaram nos anos 1990 os resultados de estudos em que foram mostradas duas séries de imagens a pessoas. Uma tinha um caráter emocional e a outra era neutra. O grupo teve uma recordação maior das emotivas. Por meio de um tomógrafo, foi observada a relação entre a ativação da amígdala (parte importante do sistema emotivo do cérebro) e o processo de formação da memória. "Quanto mais emoção contenha determinado evento, mais ele será gravado no cérebro", diz Iván Izquierdo, médico, neurologista e coordenador do Centro de Memória da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).
    Sim, mas esta informação está pautada no ato de focar o aluno para a aprendizagem, dar ênfase aquilo que se quer ensinar, “encantar o aluno”, mas quando o indivíduo por si só é muito emotivo, não consegue ter autocontrole de suas emoções, aí se faz necessário um outro tipo de direcionamento: o de auto controlar as emoções.

Um dos grandes desafios no aprendizado é remover as emoções negativas e gerar emoções positivas. Mas e como fazer isto?
     Dentro da neuroaprendizagem, há a linha do médico e psicoterapeuta búlgaro Georgi Lozanov, que traz a “Sugestopedia”= sugestão + pedagogia. Sua base de pesquisa inicialmente focou o estudo de línguas estrangeiras, mas após foi redirecionando para o controle das emoções, pois há determinados estados mentais que exercem um papel bloqueador na aprendizagem. Por exemplo: o medo é um dos maiores entraves para o aprendizado da matemática. A tensão provocada pelo medo acelera os batimentos cardíacos e aumenta a pressão sanguínea nos vasos cerebrais, bloqueando, dessa forma, a concentração indispensável para o acompanhamento intelectual de qualquer processo lógico. Para ele o relaxamento antes das aulas de matemática poderia aliviar esta tensão e reestabelecer a tranquilidade necessária para que o aluno enfrente o desafio de aprender.
     Para Lozanov existem diversas maneiras de um indivíduo controlar suas emoções, sendo algumas delas: - a respiração; a relaxação; estímulos subliminares; metáforas mentais, entre outras. O importante é envolver os dois hemisférios cerebrais simultaneamente. Fazer com que o hemisfério direito, que envolve sonho, imaginação, criatividade, ritmo, visualização, entre em sintonia com o hemisfério esquerdo que é mais analítico, racional, lógico, objetivo.
    Porém, a perfeita saúde mental depende bastante de aprendizado emocional, pois muitos descontroles mentais estão relacionados com a organização dos pensamentos e sentimentos. Quando uma pessoa não consegue por si mesma fazer uma mudança e sua qualidade de vida está limitada ou prejudicada,o mais indicado é procurar ajuda especializada.

Fonte:
AGUILAR, Luis. O Método Sugestopédico. Disponível online em http://www.universopsi.com.br/sugestopedia.pdf e http://www.teiaportuguesa.com/metodosugestopedico.htm
SOUZA, Flávio. A sugestopedia de Lozanov aplicada a Aprendizagem Acelerada. Disponível online em http://www.vocevencedor.com.br/artigos/aprendizagem-acelerada/sugestopedia-de-lozanov-aplicada-aprendizagem-acelerada

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Izquierdo diz que professores não sabem como o aluno aprende


Para o pesquisador, docentes devem conhecer princípios básicos da neurociência.
Nascido em Buenos Aires, em 1937, Iván Izquierdo veio para o Brasil em 1973 e, posteriormente, em 1978, fixou residência em Porto Alegre, onde vive até hoje. O médico, pós-doutor pela Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, é um dos pesquisadores brasileiros mais reconhecidos e premiados em todo o mundo e uma autoridade quando o assunto é biologia cerebral, principalmente nos estudos da memória e do aprendizado, temas com o qual trabalha desde os 19 anos. Em entrevista ao Jornal do Comércio, o coordenador do Centro de Memória da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Pucrs) fala, entre outras coisas, sobre a importância dos conhecimentos de neurociência no ensino, a necessidade de o professor saber como o aluno aprende e o papel das emoções no aprendizado.

Jornal do Comércio - O que se sabe hoje a respeito de como o cérebro aprende?

Ivan Izquierdo - Sabe-se muita coisa. Temos avançado bastante no conhecimento sobre como aprender, como formar memória e evocar memória. Essas são três coisas que hoje conhecemos bem. Conhecemos os mecanismos, tanto em termos de quais lugares do cérebro participam, quanto de quais processos bioquímicos intervêm em cada um desses lugares.

JC - O ensino nas escolas brasileiras é muito calcado no uso da memória. Essa é a melhor forma de fazer com que alguém realmente aprenda algo?

Izquierdo - Já não é tanto assim. Os construtivistas acabaram com isso. O que é muito ruim, porque era útil. Há algumas coisas que só podem ser adquiridas decorando-as. Tudo o que aprendemos é por meio da memória, mas há formas e formas. As tabuadas de multiplicação, por exemplo. Não há forma alguma de aprender isso por meio de raciocínio. Tem de ler e repetir até que se guarde. O mesmo vale para poesias e letras de música. Para essas coisas, é necessário decorar. Não há outra forma. Então, não é ruim decorar. Para muitas coisas serve e é imprescindível, já para outras, não é tão prático ou útil.

JC - Como a neurociência pode ser usada por educadores para aprimorar o aprendizado dos alunos?

Izquierdo - Já ajudou e ajuda. Os brasileiros estão começando a se dar conta de que isso é importante. Os educadores estão começando a aprender um pouco de neurociência. Estão se dando conta de que há horas e idades em que o cérebro pode aprender e outras em que não pode, pois não amadureceu o suficiente. É uma questão de ensinar para cada um o que corresponde com a sua idade e com o seu conhecimento prévio.

JC - Os professores ensinam sem saber como o aluno aprende?

Izquierdo - Sem saber absolutamente nada de como o aluno aprende. Creio que seja um dos últimos países do mundo onde acontece isso. Se não entendermos como alguém aprende, não vamos poder ensinar. Isso é simples. Por isso que o ensino anda tão mal no Brasil. Porque se ensinam coisas para alunos que não conseguem aprender. Porque, ou se ensina no momento errado da vida dele ou no momento errado da escolaridade. O aprendizado é vagaroso, leva anos. Todas as coisas têm seu tempo e seu momento. E isso depende do aprendizado prévio e da idade da pessoa. Do grau de maturação, que não é influído só pela idade, mas também pelo meio.

JC - O que o professor deveria saber sobre neurociência para poder ensinar melhor?

Izquierdo - Por exemplo, saber que existe um cérebro, como ele funciona basicamente, coisa que a maioria dos professores não sabe. É o cérebro dos alunos que vai aprender, e isso os professores nem pensam, porque não acham que seja assim. Acham que se aprende com ele falando e o outro ouvindo. Quem aprende é o cérebro e o faz de muitas maneiras ao mesmo tempo, e isso o professor tem de saber. Saber o que é aprendizado, o que é memória, onde ela se faz, como se faz. Uma vez que aprenda isso, terá muito mais facilidade em ensinar.

JC - Não usar isso é um atraso?

Izquierdo - É um atraso horripilante. Somos o 88º país no ranking mundial de educação e o 7º no ranking da economia. Sem dúvida que muito passa por isso.

JC - As crianças e os jovens fazem muito uso de ferramentas advindas das novas tecnologias da comunicação e da informação, como a internet. Isso pode alterar o processo de cognição?

Izquierdo - As novas tecnologias alteram muito o processo de cognição. Facilitam enormemente, porque poupam trabalho ao cérebro. O cérebro não tem de aprender e memorizar uma série de coisas, porque isso está no Google, ou em um programa, ou se obtém da internet de alguma maneira.

JC - O que leva uma pessoa a esquecer de algo que aprendeu em determinado momento da vida? É o desuso ou é a forma como aprendeu?

Izquierdo - O desuso pode levar a atrofia dos neurônios que fizeram aquela memória. Ele faz com que as sinapses desapareçam. O uso, por sua vez, estimula as sinapses. A forma como aprendeu também (pode afetar). Temos de pensar que perdemos a maioria das coisas que aprendemos. A terceira palavra de minha frase anterior, por exemplo. Eu não lembro mais, você não lembra mais. Ambos usamos esta palavra, você para entender o que eu estava dizendo e eu para dizer o que queria. Muitos pedaços de informação se perdem. Duram só alguns segundos, ou milissegundos. Isso se chama memória de trabalho e tem essa sina de morrer logo depois que nasce. E graças a Deus que é assim. Imagina se lembrássemos daquela terceira palavra, estaríamos continuamente repetindo-a, e ela nos prejudicaria a entender o resto.

JC - O que influencia para que essas partes fiquem na memória?

Izquierdo - São aquelas que nosso cérebro acha, com base nas suas experiências, que são importantes. A nossa vontade pouco tem a ver. O cérebro faz isso automaticamente. O mais importante para o cérebro é a sobrevivência e, para isso, a coisa que ele mais lembra são as memórias ruins. Memórias de coisas boas são bonitas. Mas, se esquecermos de olhar para a esquerda quando atravessamos uma rua, seremos atropelados. Essas coisas aprendemos desde cedo e são as mais importantes.

JC - O ensino em sala de aula tende a ser promovido de uma forma racional, com as emoções sendo deixadas de lado. Qual a importância das emoções no processo de aprendizado?

Izquierdo - As emoções se incorporam à memória e ajudam a memória. As memórias que melhor lembramos são as mais emocionantes. São aquelas acompanhadas do que se convencionou chamar de alerta emocional. Por exemplo: com quem a pessoa estava no momento que ficou sabendo que um ente querido morreu. Isso você não esquece nunca. Do dia anterior a isso ou da semana posterior, todo mundo esquece.

JC - Os últimos estudos na área da neurociência, de aprendizado e cognição, têm avançado em qual direção?

Izquierdo - Em todas. A participação das emoções, que substâncias regulam isso, quais os lugares do cérebro regulam isso. Em todas as direções ao mesmo tempo. Lamentavelmente, não temos avançado muito no tratamento de doenças da memória. Por exemplo, a terrível doença de Alzheimer. Estamos sabendo mais coisas sobre como se produz, a que se deve, e, com isso, aprendendo como tratá-la melhor, mas ainda é uma doença que faz estragos.

JC - O cérebro ainda apresenta muitos mistérios a serem desvendados?

Izquierdo - Muitíssimos. Às vezes, me dá a impressão de que cada dia apresenta mais. Trabalha-se e trabalha-se e parece que se está caminhando no mesmo lugar. Aparecem coisas novas. Na medida em que se vão descobrindo novidades, essas descobertas trazem coisas novas, realidades novas.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Cientistas constroem primeiro mapa de como o cérebro organiza tudo o que vemos



Tradução de alguns trechos da pesquisa

Os nossos olhos podem ser a nossa janela para o mundo, mas como dar sentido às milhares de imagens que inundam nossas retinas a cada dia? Cientistas da Universidade da Califórnia, em Berkeley, descobriram que o cérebro coloca em ordem todas as categorias de objetos e ações que vemos. Eles criaram o primeiro mapa interativo de como o cérebro organiza estes agrupamentos.
Os resultados foram obtidos por meio de modelos computacionais de dados de imagem cerebral coletados enquanto os sujeitos assistiram horas de clipes de filmes - é o que os pesquisadores chamam de "um espaço contínuo semântico."
Algumas relações entre as categorias faz sentido (humanos e animais compartilham a mesma "vizinhança semântica"), enquanto outros (corredores e baldes) são menos óbvios. Os pesquisadores descobriram que pessoas diferentes partem de um esquema semelhante de semântica. 
"Nossos métodos abrem uma porta que vai levar rapidamente a uma compreensão mais completa e detalhada de como o cérebro está organizado”, diz Alexander Huth, estudante de doutorado em neurociência na Universidade de Berkeley e principal autor do estudo publicado (quarta-feira, 19 de dezembro) na revista Neuron.  

Uma melhor compreensão de como o cérebro organiza a informação visual pode ajudar com o diagnóstico médico e tratamento de doenças do cérebro. Estas descobertas podem também ser usadas ​​para criar interfaces cérebro-máquina, em particular para sistemas de reconhecimento facial e outras imagens. 
 "Há muito tempo se pensou que cada categoria de seres humanos, objeto ou ação de ver - pessoas, animais, veículos, eletrodomésticos e movimentos - era representado em uma região separada do córtex visual. Neste último estudo, os pesquisadores da UC Berkeley descobriram que essas categorias são, na verdade, representadas em mapas altamente organizados, que se sobrepõem, que cobrem tanto quanto 20 por cento do cérebro, incluindo o córtex somatossensorial e frontal.
O estudo foi realizado através de mapeamento cerebral, onde cinco pesquisadores assistiram duas horas de clipes de filmes, os mais de 1700 objetos e ações vistas nos clipes foram  resumidos em  grandes conjuntos de dados, para encontrar o "espaço semântico" que era comum a todos os sujeitos do estudo.
Os resultados são apresentados em multicores, mapas multidimensionais que mostram as mais de 1700 categorias visuais e suas relações entre si. Categorias que ativam as mesmas áreas do cérebro têm cores semelhantes. Por exemplo, os seres humanos são o verde, os animais são amarelas, os veículos são cor de rosa e violeta e edifícios são azuis. 
Para mais detalhes sobre o experimento, assista ao vídeo (porém, só encontrei em inglês).



quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Seu cérebro pode fabricar felicidade...


Estudos realizados demonstram que as pessoas mais felizes apresentam uma maior atividade em um determinado centro do hemisfério esquerdo do cérebro: o córtex pré-frontal esquerdo. Essa região do Cérebro está claramente ligada a emoções e sentimentos positivos. O córtex pré-frontal direito, ao contrário, está relacionado a situações desagradáveis e sensações sofrimento emocional. As pessoas que sofrem de depressão possuem uma maior atividade neuronal nessa área do cérebro. Situações, pensamentos, atitudes e atividades capazes de produzir sentimentos de felicidade têm a propriedade de ativar o córtex pré-frontal esquerdo. Quando mais intensa e longamente essa região é estimulada, maior se torna o seu nível de atividade e, consequentemente, maior se torna a capacidade da pessoa em sentir e usufruir felicidade. Em outras palavras, a estimulação torna os neurônios treinados em produzir estados de felicidade.

    As pessoas têm a capacidade de fabricar felicidade diante de situações indesejáveis. A pesquisa em Harvard, desenvolvida pelo investigador e psicólogo Dan Gilbert (em 2004), mostra que esta felicidade que se fabrica é tão boa e tão duradoura quanto a felicidade que se sente quando alguma coisa boa de fato acontece. Segue a transcrição de um trecho de sua palestra...
   Segundo Gilbert, dois milhões de anos parece muito tempo. Mas na evolução, 2 milhões de anos é nada. Mesmo assim em 2 milhões de anos o cérebro humano quase triplicou sua massa, dos 650g do nosso ancestral Homo Habilis, para os quase 1,5 Kg que todos temos entre as orelhas. Por que a natureza teve tanta vontade de nos dar um cérebro tão grande?
    Acontece que quando cérebros triplicam em tamanho, não ficam só 3 vezes maiores, ganham novas estruturas. Uma das maiores razões para ficar tão grande, é ter uma nova parte, chamada lobo frontal. E particularmente uma parte chamada córtex pré-frontal. O que o córtex pré-frontal faz por você para justificar toda a remodelagem do crânio humano em um breve momento evolucionário?

   O córtex pré-frontal faz muitas coisas, uma das mais importantes é ser um simulador de experiências. Pilotos praticam em simuladores de voo para que não cometam erros em aviões reais. Seres humanos têm uma adaptação maravilhosa para simular experiências em suas cabeças antes de tentar na vida real. É um truque que nenhum de nossos ancestrais podia fazer, que nenhum outro animal pode fazer como nós. É uma adaptação sensacional. É como polegares opositores, ficar de pé e ter uma linguagem é uma das coisas que fizeram nossos ancestrais descer das árvores e ir aos shoppings.
   Todos já passaram por isto. Por exemplo, Não existe um sabor fígado-e-cebola de sorvete. E não é porque eles provaram um pouco e disseram "ugh". É porque, sem sair da sua poltrona, você pode simular o sabor e dizer "ugh" antes de fazer este sabor.
Sir Thomas Brown
   A  felicidade pode ser sintetizada. Sir Thomas Brown escreveu em 1642, "Eu sou o homem vivo mais feliz. Eu tenho algo em mim que pode converter pobreza em riqueza, adversidade em prosperidade. Eu sou mais invulnerável que Aquiles. O azar não tem como me atingir"
 - Que máquina notável esse homem tinha na sua cabeça?
Acontece que é precisamente a mesma máquina notável que todos nós temos. Seres humanos têm algo que podemos considerar um sistema imunológico psicológico. Um sistema que conduz seus processos, principalmente inconscientes, que os ajudam a mudar suas visões de mundo, para que possam se sentir melhor sobre o mundo em que estão. Como sir Thomas você tem esta máquina. Ao contrário dele, você parece não saber.
Nós sintetizamos felicidade, mas pensamos que ela precisa ser encontrada. Vocês não precisam que eu lhes dê que muitos exemplos notórios de pessoas sintetizando felicidade, eu suspeito. Eu vou lhes mostrar algumas provas experimentais, Você não precisa procurar muito longe por provas.
As experiências humanas, felizes ou não, tem muito menos impacto, menos intensidade e muito menos duração que as pessoas esperam que tenham. Na verdade um estudo recente mostrando quanto grandes traumas da vida afeta as pessoas, sugere que se aconteceu há mais de três meses, com poucas exceções, não tem nenhum impacto na sua felicidade, pois a felicidade pode ser sintetizada.
Acreditamos que felicidade sintética não é da mesma qualidade da que chamaríamos felicidade natural. Que significam esses nomes? Felicidade natural é o que obtemos quando temos o que queríamos, felicidade sintética é o que criamos quando não temos o que queríamos. E nossa sociedade acredita fortemente que felicidade sintética é de qualidade inferior. Por que temos essa crença? Bem, é simples. Que tipo de máquina econômica continuaria trabalhando se acreditássemos que não ter o que queremos poderia nos fazer tão felizes quanto ter?
Quero sugerir a você que felicidade sintética é, em todos os aspectos, tão real e durável quanto a felicidade que você obtém quando conquista exatamente o que queria. Eu sou um cientista, então vou fazer isto não com retórica, mas mergulhando você em informação.

    Nós devemos ter preferências que nos levem para um futuro em lugar de outro. Mas quando essas preferências nos dominam com muita rapidez e rigidez porque estamos superestimando a diferença entre esses futuros, estamos em risco. Quando nossa ambição é contida, ela nos leva a trabalhar com prazer. Quando nossa ambição é ilimitada, nos leva a mentir, enganar, roubar, ferir os outros, sacrificar coisas realmente valiosas. Quando nossos medos são contidos, nós somos prudentes, cautelosos, ponderados. Quando nossos medos são ilimitados e reforçados, somos irresponsáveis, e somos covardes.
    A última coisa que eu quero deixar com vocês, destes dados é que nossos bens e preocupações são ambos em algum grau superestimados, porque nós temos dentro de nós a capacidade de fabricar o principal produto que estamos sempre caçando quando escolhemos experiências.

Segue o vídeo com a palestra de Dan Gilbert  e a demonstração dos estudos realizados...