sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Por que algumas pessoas não reconhecem você?



Mesmo que seja uma rápida olhada na imagem, para a maioria das pessoas, em milésimos de segundo, surgem um aparato de informações que vão desde o nome deste cidadão, além de todo um conjunto de informações associadas - o que ele faz..., talvez alguns filmes que participou..., se ele é casado... talvez até mesmo se ele não está mais casado. 
A maioria destas informações (dependendo do seu nível de familiaridade com as particularidades do cavalheiro em questão) vai surgindo automaticamente e sem esforço, caso essa pessoa lhe seja familiar.
Entretanto para algumas pessoas pode até ser impossível o reconhecimento deste indivíduo. Trata-se da prosopagnosia.



O que é?
Embora em algum momento todas pessoas possam apresentar problemas leves de reconhecimento facial, assim como o esquecimento de nomes, na prosopagnosia é diferente pois é muitas vezes referida como "cegueira facial." É a incapacidade de distinguir pessoas ou lembrar rostos das pessoas.

Cecilia Burman sempre teve um problema com rostos. Quando criança não identificava seu próprio rosto em fotos de escola, e ela é duramente pressionada até hoje para descrever as características de sua mãe. Ao longo dos anos, inúmeros amigos se ofenderam quando ela  passava pelas ruas do bairro ou em corredores do escritório e não os cumprimentava. "As pessoas pensam que eu sou apenas esnobe", diz Burman, 38 anos. 

- Algo que se destaca é a dificuldade no reconhecimento de rostos de pessoas com quem se convive a todo momento, no dia-a-dia, inclusive familiares, ou do próprio reflexo no espelho.
- Uma das queixas mais frequentes é a existência de problemas em acompanhar programas de televisão ou filmes, porque não conseguem seguir a identidade dos personagens.
Conforme Araújo, os prosopagnósicos não têm nenhum tipo de problema de visão e, da mesma forma que observam e guardam outros detalhes das pessoas, são capazes de distinguir claramente se alguém está feliz ou triste. Mas o que eles veem, então, quando olham para uma face? “Eu não consigo ‘montar’ o rosto inteiro. Se eu fechar os olhos, só lembro das partes, nunca do conjunto”.

Tipos de Prosopagnosia:
Adquirida – Surge devido a AVC, doenças degenerativas ou por lesões de traumatismo cranioencefálico que afetam regiões do cérebro responsáveis pelo reconhecimento facial.
Congênita ou hereditária – mais comum. Com origem genética.
A prosopagnosia ainda pode ter outras causas ou comorbidades que dificultam sua etiologia, relacionadas a déficits neurológicos e cognitivos.
Segundo uma pesquisa realizada num grupo de trabalho no Instituto de Genética Humana de Münster, foi constatado que “cerca de 2% da população é afetada por essa inabilidade em algum grau” (GRÜTER, 2010, p.68).
A Prosopagnosia afeta igualmente homens e mulheres.

Prosopagnosia na escola...como o professor poderia auxiliar:

As crianças que possuem esse distúrbio acabam reconhecendo pessoas e objetos por meio de outros sinalizadores, como por exemplo, cheiro ou odor, tato, etc., por isso:
- Nos primeiros dias de aula os professores devem evitar, trocar o  corte ou a cor do cabelo e óculos, até que o aluno consiga estabelecer algum ponto de referência com o mesmo;
- Faça atividades que associem nomes a características externas, como cor do cabelo, olhos e roupa, bem como brincadeiras que estimulem a memorização de vozes.

Tratamento:
O tratamento desse distúrbio ainda é limitado e consiste no auxílio ao indivíduo para descobrir e ganhar habilidades em novas formas de reconhecimento de rosto. O agravamento deste distúrbio pode deixar a pessoa incapacitada e provocar outros distúrbios comportamentais e psicológicos, como irritação, medo, afastamento, isolamento, dependência, etc

Cérebro e prosopagnosia:
Através de PET (A Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET) é um exame diagnóstico que serve para o médico obter informações sobre as  atividades metabólicas do seu  organismo), observa-se que há uma área no lado direito do cérebro, que é especializado na percepção das pessoas. 
Estas áreas, as regiões ventrais dos lobos occipital e temporal, mostram-se envolvidas na percepção das faces.  As regiões posteriores ajudam a juntar as características individuais dos rostos, enquanto a área em frente a ela auxilia na identificação e memória de informações bibliográficas da pessoa a quem pertencem o rosto.
Observa-se na imagem que a via de percepção facial é descrita através do caminho de várias partes do cérebro. A via dorsal está intacta, mas em pessoas com prosopagnosia, a via ventral é perturbada.  











Agora, se você é como eu, você não tem prosopagnosia, mas você tem uma memória terrível, especialmente por tentar lembrar de pessoas que não vê com frequência, ou então, leia o caso mencionado por Martha Medeiros...

Mas para quem tiver interesse para saber mais sobre esse assunto há o livro:

O homem que confundiu sua mulher com um chapéu
Oliver Sacks- 
Editora: Companhia das Letras

Referências Bibliográficas:

ARAÚJO, Tarso. Prosopagnosia: Eu te conheço? Disponível on line em: http://super.abril.com.br/saude/prosopagnosia-eu-te-conheco-447889.shtml
GRÜTER, Thomas. O mundo das pessoas sem rosto. Revista Mente e Cérebro. Revista de Psicologia, psicanálise, neurociência e conhecimento. Duetto. Ano XVI. Nº174. Jul/2007. p.66 -71.
Prosopagnosia. Disponível online em http://editthis.info/psy3242/Prosopagnosia


Prosopagnosia

Martha Medeiros*

Eu estava na fila do cinema, e ela dois passos à frente. Ela virava para trás, me olhava, e logo virava para frente de novo. Até que numa dessas viradas ela disse oi. Eu retribui: Oi. Ela: É isso aí, tu não me conhece, mas eu te conheço: tem que cumprimentar.

Eu sei, amiga.

Leitores me cumprimentam sem que eu os conheça, e tudo certo, já que há uma foto minha ao lado da coluna do jornal. Só vira um problema quando eu realmente conheço a pessoa que me cumprimenta, já conversei com ela em algum momento da vida, e não faço ideia de quem seja. Escrevi certa vez sobre isso: se a pessoa é a recepcionista da minha médica, e sempre a vejo de coque e de uniforme branco, ao passar por mim de vestido floreado e cabeleira solta no shopping, não vou reconhecê-la. Se o sujeito com quem cruzo na academia, sempre de calção e camiseta, entrar no restaurante de camisa polo e um blusão amarrado em torno do pescoço, não vou reconhecê-lo. Se o porteiro do meu prédio for filmado na arquibancada de um estádio vestindo a camiseta do seu time e segurando um cartaz dizendo “Olha eu aqui, Galvão”, periga o Galvão saber quem é: eu, não. Tenho uma incapacidade crônica de identificar pessoas fora do habitat em que costumo encontrá-las.

Sempre me justifiquei dizendo “Sou péssima fisionomista”, que é um chavão, mas não é mentira, e que, aliado aos meus três graus de astigmatismo, me garantia o perdão de algumas boas almas. Até que outro dia entrei numa loja de conveniências, um cara abriu os braços ao me ver e disse numa alegria comovente: “Marthinha!”. Achei meio íntimo para um leitor. Sorri amarelo e dei um “oi” igual ao que ofereci à moça da fila do cinema. Ele insistiu: “Martha, sou eu!”. Socorro, eu quem? Então ele disse seu nome. Pasme: era um ex-namorado!! A meu favor, deponho que foi um namorado da época da faculdade (não me obrigue a fazer as contas), mas, ora, ainda que tenha sido no tempo das cavernas, conviveu comigo. Ao menos o seu olhar deveria ser o mesmo. Me senti um inseto.

Pois bem, depois de anos soterrada em culpa, descubro que a medicina está do meu lado. Acabo de saber que “sou péssima fisionomista” possui nome científico: prosopagnosia. Uma doença que debilita a área do cérebro que distingue traços e expressões faciais. Estou lendo o excelente Barba Ensopada de Sangue, de Daniel Galera, cujo personagem vive o mesmo desconforto. Alguns médicos dizem que há apenas 100 casos diagnosticados no mundo – provavelmente eu e outros 99 acusados injustamente de ter o nariz em pé. Mas há quem diga também que o problema é mais comum do que se pensa e que atinge uma a cada 50 pessoas, ou seja, é praticamente uma epidemia.

Comum ou incomum, me concedam o benefício da dúvida: talvez eu seja uma pobre vítima da prosopagnosia e por isso não saio por aí dando dois beijinhos e perguntando pela família de quem, a priori, nunca vi antes. Se não for prosopagnosia, acredite: é astigmatismo evoluindo para uma catarata, somada a uma palermice que me dificulta distinguir semblantes. Nariz em pé, juro que não é.
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* Escritora. Cronista da ZH
Fonte: ZH on line, 13/01/2013

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Olha a atenção!!!

Fonte: Neurociência e Educação - Editora Artmed


   Adolescentes e adultos jovens frequentemente abusam de sua capacidade atencional, executam diversas tarefas ao mesmo tempo, estudando em um livro, computador ligado, escutando música, e por aí adiante. Porém, é bom lembrar que duas informações não são processadas ao mesmo tempo, pois o cérebro será obrigado a alterar a atenção entre as informações concorrentes.
    O exemplo da leitura feita na imagem mostra como parte da informação é perdida quando focamos a atenção em alguns aspectos do ambiente. (Ao percorrer o texto e prestando atenção às palavras em negrito, deve ter passado despercebido que as palavras em caracteres normais se repetem e são sempre as mesmas: homem, carro, casa, menino, chapéu, sapato e doce).
    Se estamos dividindo a atenção, nosso desempenho não será o mesmo, e aspectos importantes da informação podem ser perdidos, pois o cérebro sempre processará uma informação de cada vez. O cérebro tem motivação para aprender, mas só está disposto a fazê-lo quando reconheça como significante.
  Esse é um dos maiores desafios dos professores na atualidade: apresentar o conteúdo a ser estudado de maneira que os alunos o reconheçam como importante. Por isso, o ambiente deve ser estimulante e agradável, fazendo com que os alunos assumam um papel ativo, ter poucos elementos distraidores, mas com flexibilização de recursos didáticos, boa entonação de voz, fazendo uso adequado da mesma de acordo com a situação. A novidade e o contraste são ótimos recursos na captura da atenção.
    Aqui foi colocado apenas algumas dicas do livro citado na fonte, mas o mesmo apresenta vários outros tópicos de como nosso cérebro aprende, vale a pena investir na leitura...


O que é procrastinação?


Precisa fazer algo e vai adiando, acredita que tem tempo de sobra, mas...o tempo vai passando...e aí...
   Procrastinação é o diferimento ou adiamento de uma ação. Para a pessoa que está procrastinando, isso resulta em stress, sensação de culpa, perda de produtividade e vergonha em relação aos outros, por não cumprir com suas responsabilidades e compromissos. Embora a procrastinação seja considerada normal, ela se torna um problema quando impede o funcionamento normal das ações. A procrastinação crônica pode ser um sinal de alguma desordem psicológica ou fisiológica.
    A procrastinação assume perfis diversos. O procrastinador por criação de problema adia as tarefas para mais tarde porque acha que terá mais tempo. O procrastinador comportamental até faz listas e planos, mas não segue nada do que foi planejado. E o procrastinador retardatário faz várias coisas antes de cumprir uma tarefa determinada anteriormente.

Há como tratar a procrastinação?

    Uma dica excelente para o tratamento da procrastinação é dar a nós mesmos prazos mais curtos. Marcar na agenda um prazo menor daquele que foi estipulado. Assumir um compromisso público com alguém que vai fazer até o dia tal. Criar pressão em si mesmo.
    Outro truque é estabelecer horários do dia para se dedicar a tal atividade, ou seja, intercalá-la com prazer. Por exemplo, você pode definir que vai trabalhar por apenas 30 minutos no projeto e depois, terá 30 minutos de descanso para fazer o que mais gosta. Seria como dar uma recompensa a si mesmo.
   Porém, aqui, é importante, não enganar a si mesmo. Assim, a recompensa ficará mais gostosa e o truque começará a dar resultados no seu cérebro: ele estará continuamente associando o fato de você cumprir a obrigação a uma recompensa prazerosa no final. Tente!
    Mas se já tentou tudo isso, e não obteve resultado, a solução é procurar um profissional adequado e descobrir porque você não está dando valor a situações necessárias à sua vida, pois  para ter uma boa chance de dominar a procrastinação, você deve reconhecer imediatamente que você está sendo vítima dela. Então, se faz necessário identificar porque está procrastinando, para poder tomar as ações necessárias e superar este bloqueio.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Demência



Deficiência cognitiva persistente e progressiva caracterizada pela perda da capacidade de memorizar, de resolver os problemas do dia a dia, que vão interferindo nos relacionamentos e atividades sociais e profissionais de indivíduos. Esse é o quadro característico da demência, sendo que esta não é apenas uma doença, mas sim uma síndrome.  O diagnóstico de demência é eminentemente clínico, necessitando-se, para isso, observação atenciosa, análise da história do paciente e dos familiares, além de uma avaliação abrangente que engloba o exame  físico geral, neurológico e psiquiátrico, avaliação neuropsicológica, laboratorial e, se possível, exames de neuro – imagem.
Conforme Steele (2011)  mais de 27,7 milhões de pessoas no mundo têm demência; - aos 65 anos, aproximadamente 7% dos indivíduos têm demência, sendo que o percentual dobra em 16 % nas idades entre 75 e 85 anos.
 Para que se entenda um pouco mais sobre demência, observe a gravura do cérebro, identificando os lobos cerebrais e após observe na tabela abaixo:


Tabela da funções cerebrais: cérebro normal x cérebro com demência:
STEELE, Cynthia D. Cuidados na Demência em Enfermagem
Causas de demência
STEELE, Cynthia D. Cuidados na Demência em Enfermagem

DEMÊNCIA DE ALZHEIMER
O  Alzheimer é a causa mais comum, apresentando-se como uma doença neurodegenerativa incurável. Sua fisiopatologia característica inclui a presença de placas amiloides e emaranhados neurofibrilares no cérebro. Também há o encolhimento geral do cérebro e a redução de neurônios com função. Os tratamentos disponíveis podem afetar os sintomas, mas não retardam o processo da doença.
Indivíduos com Alzheimer podem apresentar:
Amnésia: perda de memória
Afasia: prejuízos de comunicação
Apraxia: comprometimento na realização de movimentos motores
Agnosia: prejuízo no reconhecimento de informações recebidas por meio das estruturas sensitivas
Estágios do Alzheimer:
1º estágio
Amnésia: perda de memória de curto prazo.
2º estágio
 Afasia: dificuldade de comunicação, tanto na produção da linguagem quanto no seu entendimento. Discurso vago, vazio.
Apraxia: dificuldade com movimentos já aprendidos, colocar a chave na fechadura ou abotoar roupas.
Agnosia: dificuldade em reconhecer o mundo ao seu redor. Incapacidade de reconhecer pessoas próximas, como parentes.
3º estágio:
- Perda de memória de curto e longo prazo;
- Capacidade de articular apenas algumas palavras;
- Impossibilidade de realizar manobras de autocuidado;
- Dificuldade de mastigação e deglutição;
- Dificuldade na marcha.

DEMÊNCIA FRONTOTEMPORAL-
Devido a região cerebral atingida, as manifestações clínicas deste tipo de demência costumam ser quase exclusivamente do tipo cognitivo. Poderão ocorrer oscilações de caráter de forma brusca e frequente, mudanças de personalidade, apatia perante temas que o paciente costumava achar interessantes, sintomas afetivos (depressão, ansiedade), conduta social desorientada, desinibida e mesmo imprópria, perda da preocupação com a higiene pessoal e com a aparência e alterações na capacidade de raciocínio.
 Esse tipo de Demência é as vezes chamada de Complexo de Pick, e é caracterizada por atrofia do cérebro nas regiões frontal e temporal.
O diagnóstico por imagem pode exibir uma atrofia focal das áreas frontais e/ou temporais, que é frequentemente assimétrica. Embora possam ser necessários testes neuropsicológicos mais complexos para o diagnóstico da DFT, privilegia-se uma boa entrevista com familiares sobre alterações de personalidade.

DEMÊNCIA COM CORPOS LEWY (DCL)
Os problemas de memória podem ser desde um simples esquecimento leve até um prejuízo severo a ponto de não se recordar da própria identidade. É caracterizada pelo declínio cognitivo progressivo, sendo demais  sintomas  são: - flutuação nos níveis de consciência (é evidenciada por períodos de sonolência, letargia e olhar perdido no espaço); - alucinações visuais recorrentes ( para eles as alucinações parecem tão reais que podem descrevê-las com detalhes); - sintomas motores parkinsonianos(resultam em movimento lento e equilíbrio precário, levando em alguns casos, a quedas e rigidez muscular).


DEMÊNCIA VASCULAR

Resulta da perda de suprimento de sangue ao cérebro, sendo que a causa mais comum é uma série de pequenos acidentes vasculares encefálicos, muitos deles não detectáveis. Os acidentes interrompem o fluxo de sangue, oxigênio e nutrientes para a área afetada.
Os sintomas variam de acordo com a área do cérebro danificada, mas as características que evidenciam a doença vascular como causa da demência são:
- tontura; - sinais neurológicos focais, tais como paresia em um braço ou uma perda; - labilidade emocional (alterações de humor); capacidade funcional flutuante, muitas vezes com a intercalação de dias bons e ruins; - aumento da probabilidade de desenvolvimento da depressão; - autopercepção de problemas mentais e físicos até estágios avançados da doença; - comprometimento de qualquer artéria do organismo, como as coronárias.


Conforme Steele (2011) para que um indivíduo seja diagnosticado com demência se faz necessário:
- histórico da doença; - testes cognitivos para determinar seu declínio; - avaliação psiquiátrica para descartar depressão e outros transtornos mentais; - avaliação neurológica para excluir acidente vascular encefálico, doença de Parkinson e outras condições neurológicas; - exames laboratoriais para detectar anormalidades metabólicas, tais como doenças da tiroide; - exames de imagem do cérebro para detectar tumores; - avaliação médica, incluindo revisão cuidadosa de medicamentos com prescrição, de venda livre e fitoterápicos.


Referência bibliográfica:

CAIXETA, Leonardo. Demências do Tipo não Alzheimer: Demências Focais Frontotemporais. Porto Alegre, Artmed, 2010.
STEELE, Cynthia D. Cuidados na Demência em Enfermagem. Porto Alegre, Artmed, 2011.