quinta-feira, 4 de abril de 2013

Conectoma



     O conjunto das ligações entre os neurônios é chamado de conectoma. Conhecê-lo é fundamental porque a genética, sozinha, não basta para definir as características do cérebro de uma pessoa. Os genes não gravam as memórias adquiridas ao longo de uma vida. Um tombo de bicicleta, o primeiro beijo ou o aprendizado de um segundo idioma não deixam sua assinatura na molécula de DNA.
     A maior parte do que se conhece sobre o funcionamento do cérebro provém de estudos de danos causados por lesões e tumores. O diagnóstico em saúde mental mudou muito nos últimos 100 anos, mas quando ganharem acesso à gramática do conectoma, os cientistas poderão visualizar  a doença mental e trata-la corrigindo as alterações que ela provoca no cérebro.
   O Projeto Conectoma Humano, liderado por pesquisadores americanos, utiliza o que há de mais avançado em imagens do cérebro para identificar o caminho provável da comunicação entre os neurônios.
- A pesquisa é feita com a reconstrução tridimensional da posição das fibras a partir da movimentação das moléculas de água, captada com aparelhos de ressonância magnética.
- Essa movimentação da água no tecido cerebral indica a direção das fibras, que são identificadas por um padrão de cores na representação feita em computador chamada de tractografia.
- Cada uma das fibras coloridas reúne milhares de axônios, os prolongamentos dos neurônios.
    As imagens demonstram que as vias neurais na substância branca (parte do cérebro que conecta os axônios) são organizadas como ruas de uma cidade planeada, e não um emaranhado caótico como um prato de macarrão, como se acreditava.
TONS DE VERMELHO
DIREÇÃO:  da esquerda para a direita
O vermelho-escuro mostra as fibras mais associadas ao corpo caloso, que liga os dois hemisférios cerebrais.

TONS DE VERDE
DIREÇÃO: da frente para trás
O verde-limão representa as fibras que conectam os olhos ao córtex cerebral

TONS DE AZUL
DIREÇÃO: do topo do cérebro para a medula espinhal
O azul-escuro representa, grosso modo, as fibras que vão do córtex até a medula.

Fonte:
GIANINI, Tatiana.  A mente ao vivo e em cores. REVISTA VEJA. Edição 2311/ Ano 46/ nº 10 / 6 de março de 2013.

Da linguagem ao conectoma


As principais descobertas da neurociência moderna



NEUROLINGUÍSTICA
O médico francês Paul Broca (1824-1880) descobriu que a área do cérebro responsável pela fala fica no hemisfério esquerdo.
O alemão Carl Wernicke (1848-1905) desvendou o efeito que lesões numa região à frente do giro temporal superior têm na compreensão das informações da fala.

DISTRIBUIÇÃO DE FUNÇÕES
O Neurofisiologista inglês Charles Sherrington (1857-1952) estudou a ligação entre o cérebro e a medula espinhal. A partir disso, descobriu a natureza distributiva do cérebro e a sua capacidade de fazer o corpo inteiro funcionar simultaneamente.

CONSCIÊNCIA
O neurocientista português António Damásio estudou o papel do lobo frontal na tomada de decisões. O biólogo molecular inglês Francis Crick (1916-2004), um dos descobridores da estrutura do DNA, teorizou que apenas uma parte dos neurônios do cérebro seria responsável pela consciência e que talvez ela não seja inata.



MEMÓRIA
 O filósofo americano Erick Kandel elucidou os sistemas químicos da memória de longo prazo.
Imagem: Livro Psicologia uma abordagem concisa - Editora Artmed

PLASTICIDADE
 O americano Michael M. Merzenich foi pioneiro na pesquisa da plasticidade, ao identificar, que em algumas situações, uma região do cérebro pode assumir as funções antes desempenhada por outra área.



RESSONÂNCIA
 O japonês Seiji Ogawa aplicou a tecnologia da ressonância nuclear magnética funcional para visualizar como as regiões do cérebro são ativadas por estímulos internos e externos.
 
Pesquisadores descobriram que a região do cérebro excitada quando alguém fala de si mesmo é a mesma ativada por comida e sexo

CONECTOMA
 Em 1986, um grupo de pesquisadores liderado pelo americano John White concluiu o mapeamento do sistema nervoso de um verme, o C. Elegans. Em 2005, o neurocientista alemão Olaf Sporns foi o primeiro a usar o termo conectoma para se referir ao mapa das conexões neurais no cérebro.



Fonte: Mauro Muszkat, neurologista e professor da Unifesp. Disponível na revista Veja de 6 de março de 2013

O que é sinestesia?

      O cinema nos convence de que o diálogo vem da boca dos atores em vez dos alto-falantes espalhados pela sala. Na dança, os ritmos do corpo imitam ritmos sonoros cineticamente e visualmente, parecendo ser uma só coisa...
     Conforme o filósofo David Chalmers, dentro da neurociência o estudo do cérebro tem ajudado a superar alguns estigmas que nos foram apresentados por mais de séculos. No decorrer da história existem diversas situações em que pessoas não tinham explicações para fatos ocorridos com elas.
      Um exemplo típico disso seria o caso dos sinestetas. Já ouviu falar?
      Dê uma olhada na imagem... consegue encontrar algum triângulo nela?


    Agora olhe novamente, porém observe à direita a maneira que os sinestetas visualizariam esta imagem...
Os números "2" formam o triângulo

O que é sinestesia?

    Sinestesia é uma condição na qual um sentido (por exemplo, da audição) é simultaneamente percebido como se por um ou mais sentidos complementares, tais como visão. Outra forma de sinestesia junta objetos como letras, formas, números ou nomes de pessoas com uma percepção sensorial, tais como cor, cheiro ou sabor. A palavra sinestesia vem de duas palavras gregas, syn (junto) e aisthesis (percepção). Portanto, a sinestesia, literalmente, significa "percepções unidas."
     Por exemplo, se pensarmos na palavra banana, o mais comum é lembrarmos da imagem da banana, sinestetas podem além da imagem da banana, ver a palavra banana escrita na cor amarela, projetada à frente de seus olhos, podem sentir o gosto da banana, o cheiro da banana, tudo isso em frações de segundos.


    Também é comum perceberem o alfabeto e os números com cores diferenciadas, sendo que no caso da banana, a escrita também poderia aparecer para eles desta forma...

     A sinestesia pode envolver qualquer um dos sentidos. Há sinestetas que ouvem sons em resposta a cheiro, cheiro em resposta ao toque, ou que sentem algo em resposta a visão. Há algumas pessoas que possuem a sinestesia que envolve três ou até mais sentidos, mas isso é extremamente raro. Segundo Grossenbacker, a visão de um sinesteta normalmente são percebidas fora do corpo. “As cores e os movimentos se formam em uma espécie de tela virtual, localizada a cerca de meio metro de distância do olhos”
     Percepções sinestésicas são específicas em cada pessoa. Diferentes pessoas com sinestesia quase sempre discordam em suas percepções.
       Segundo o neurologista Richard Cytowic, longe de ser raro, a sinestesia é comum – um em cada 23 indivíduos tem algum tipo de sinestesia.. Mentes que funcionam de maneira diferente não são tão estranhas assim. Por exemplo, muitos artistas, poetas e romancistas têm a capacidade de vincular ideias aparentemente não relacionadas entre si, como se fosse uma metáfora.
     Para Herculano-Houzel existem alguns tópicos importantes em relação a sinestesia:
1) sinestesia não é doença (pois não diminui a qualidade de vida), e sim uma variação da maneira como o cérebro processa sinais dos sentidos; 2) a sinestesia é herdada geneticamente, e portanto muito mais comum em famílias que já têm um ou mais sinestetas; 3) não tem tratamento (e por que teria, ou por que deveria ter, se é apenas uma maneira de processar estímulos? O que percebemos como sons, afinal, não são uma propriedade do estímulo que chega às orelhas, e sim de como o cérebro processa esse estímulo); 4) não é simples associação, memória, nem "modo de dizer", como algumas pessoas acham um som "macio" ou um aroma "pungente": é a capacidade que algumas pessoas têm de processar um estímulo como se fosse - SEMPRE - dois ou mais ao mesmo tempo. 
     A quantidade de progressos em relação às pesquisa sobre sinestesia nos últimos anos tem aumentado. O futuro está repleto de possibilidades para mais descobertas.  A revelação de algumas pessoas famosas que ditas sinestésicas, tais como os cientistas Nikola Tesla e Richard Feynman e a aceitação desta condição por parte da ciência, abrem caminho para que mais pessoas venham a falar sobre isso e talvez algumas se descubram sinestésicas e venham contribuir para pesquisas relacionadas a este enfoque.


Fonte:
CURTIS, Cassidy. Letter_Color Synaesthesia. Disponível online em http://otherthings.com/uw/syn/
 Herculano-Houzel, Suzana. Sinestesia: ver sons e cheirar imagens não é doença. Disponível online em: http://www.suzanaherculanohouzel.com/journal/2009/8/2/sinestesia-ver-sons-e-cheirar-imagens-no-e-doenca.html
Mente e Cérebro. Novas hipóteses para a origem da sinestesia. Disponível online em http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/novas_hipoteses_para_a_origem_da_sinestesia.html

terça-feira, 2 de abril de 2013

Apraxias



    A apraxia é um distúrbio que pode ser observado após uma lesão neurológica, apresentando uma incapacidade de realizar movimentos voluntários aprendidos, como gestos e movimentos do dia a dia. Por exemplo, uma lesão na região parietal posterior direita poderá causar dificuldades, tais como: copiar desenhos, montar quebra-cabeças e encontrar o caminho em uma cidade que o indivíduo já conhecia. Se o dano afetar a região parietal posterior esquerda, as deficiências serão relacionadas à linguagem (afasia, dificuldades para leitura e geração de nomes de objetos ou animais) e à reprodução de movimentos (apraxia). O tipo mais conhecido é a bucofacial, que consiste em deixar o paciente incapaz de realizar movimentos faciais, como assobiar, tossir, mastigar.
     A apraxia apresenta impossibilidade ou a dificuldade de realizar atos intencionais, gestos complexos, voluntários, conscientes, sem que haja paralisias, paresias ou ataxias, e sem que faltem também o entendimento da ordem para fazê-lo ou a decisão de fazê-lo. Além disso, a incapacidade de realizar o ato motor complexo deve ocorrer na ausência de perturbações da capacidade de compreensão, reconhecimento e manipulação instrumental dos objetos (agnosias e afasias). Ela decorre sempre de lesões neuronais, geralmente corticais, seja por conta de traumas na região cerebral, tumores e também outros fatores. Sendo assim, a funcionabilidade do paciente torna-se deficitária e a recuperação neuromotora, prejudicada. Uma das principais dificuldades encontradas por profissionais da saúde que ministram programas de reabilitação para esses pacientes é diagnosticar tal distúrbio, para que as terapias sejam dirigidas às causas reais dos déficits funcionais e, consequentemente, obtenha-se êxito quanto à sua reabilitação.

 As apraxias podem ser:

A apraxia ideativa (apraxia no uso de objetos) é a incapacidade de usar objetos comuns de forma adequada, ou a incapacidade de realizar movimentos sequenciais apesar de conservar a capacidade para executar os movimentos individuais (que fazem parte daquela sequencia de movimentos). (ex.: se for pedido ao paciente que fume um cigarro, pode-se observar que irá acender o fósforo com o cigarro, ou que leva o cigarro aos lábios e fuma sem tê-lo acendido).

 A apraxia ideomotora é a incapacidade de completar um ato de forma voluntária em resposta a uma ordem verbal. O mesmo ato, entretanto, pode ser realizado pelo paciente de modo espontâneo (ex.: ordena-se que o paciente faça o sinal-da-cruz, ele não o faz, mas realiza-o automaticamente ao entrar em uma igreja). Tanto a apraxia ideativa como a ideomotora são resultantes geralmente de lesão no hemisfério esquerdo.

A apraxia construcional é a incapacidade de construir figuras geométricas, montar quebra-cabeças ou desenhar um cubo ou outras figuras geométricas (ex.: ele é incapaz de fazer um desenho com molde).

A apraxia de vestimenta é a perda da capacidade para vestir-se, mantendo-se as capacidades motoras simples e a cognição global. Tanto a apraxia construcional como a de vestimenta resultam geralmente de lesões no hemisfério direito.

A apraxia da marcha é a incapacidade para iniciar o movimento espontaneamente e organizar a atividade gestual da marcha, ocorrendo com frequência à marcha em pequenos passos (petit pas). A apraxia da marcha resulta de lesões dos lobos frontais e subcorticais e de alterações associadas à hidrocefalia de pressão normal.

A apraxia mielocinética é a incapacidade de executar movimentos adquiridos delicados; a rapidez e a habilidade estão afetadas, independentemente da complexidade do gesto; pode ser identificada na mímica, sendo mais evidente quando se testam os movimentos distais independentes, principalmente os mais rápidos (ex.: o paciente é incapaz de imitar o ato de passar a ferro).

A apraxia bucofacial é a incapacidade de realizar os movimentos voluntários da deglutição, movimentos voluntários da língua, movimentos faciais ao comando (ex.: lamber os lábios, soprar um fósforo), mas automaticamente fumam e recolhem migalhas nos lábios com a língua.

A apraxia agnóstica é retratada por alguns autores como a associação entre as apraxias com as agnosias, sendo por definição: apraxia – alteração das funções gestuais, e agnosias – alteração das funções cognitivas, ou seja, o paciente não realiza os gestos por não reconhecer o objeto e qual a sua utilização.

A Apraxia diagonística consiste em má cooperação entre as mãos na execução de tarefas bimanuais. Nas atividades espontâneas, às vezes, pode estar evidente, por exemplo: uma pessoa deposita sobre o balcão de uma loja o dinheiro que deve após uma compra; a mão direita pega normalmente o objeto comprado enquanto a mão esquerda apodera-se do dinheiro antes que seja registrado no caixa, como se já se tratasse do troco. As dificuldades que o paciente encontra para a execução dessas tarefas bimanuais devem-se ao fato de que o conjunto cérebro esquerdo/mão direita responde às solicitações verbais ou aos projetos conceituais, enquanto o conjunto cérebro direito/mão esquerda responde às estimulações visuais concretas. Os dois hemisférios separados não podem coordenar sua respectiva atividade e atrapalham-se mutuamente.

A percepção corporal e a atuação motora formam, do ponto de vista neurológico e neuropsicológico, uma unidade indivisível. Um exemplo disso é a apraxia construtiva, ou incapacidade de desenhar um modelo (cubo, casa, etc.), de montar um quebra-cabeças, de construir formas simples com cubos, etc. A apraxia construtiva ocorre, com frequência, devido a lesões dos lobos parietais.

     Conforme estudos de VAZ (1999), as apraxias podem causar um importante déficit funcional aos pacientes neurológicos; sendo assim, profissionais empenhados na recuperação neuromotora desses pacientes necessitam identificá-las e tratá-las o mais precocemente possível, de modo a não prejudicar a reabilitação integral desses pacientes. Portanto, a utilização de testes simples, práticos e de fácil aplicabilidade, na rotina de atendimento desses pacientes, faz-se necessária. O protocolo proposto pode ser aplicado, discutido e criticado em novos estudos.

Tratamento:

     O tratamento geralmente é baseado por uma equipe médica que diversifica em diversos meios e técnicas. Os profissionais geralmente são fonoaudiólogos, fisioterapeutas, neurologistas e psicólogos.
      O paciente faz exercícios indicados, que visam melhorar os movimentos e instigar a fala. Em alguns casos a psicologia é muito importante durante o tratamento, pois a pessoa pode ficar constrangida por não conseguir se movimentar e comunicar-se como as outras e esse quadro pode levar o paciente a um estado de depressão, o que agrava e atrapalha o andamento do tratamento.


Semiotécnica resumida da apraxia


As apraxias são pesquisadas solicitando ao paciente comandos simples como: feche os olhos, lamba os seus lábios. Pedir ao paciente que realize, com a mão direita (e depois com a esquerda), ações como: fazer de conta que irá pentear os cabelos, escovar os dentes, cortar as unhas, etc. É possível também pesquisar o uso de objetos solicitando ao paciente que imite o ato de acender um fósforo ou usar o telefone.
Solicitar ao paciente que desenhe um cubo, que tire e vista novamente sua camisa e seus sapatos.

Fonte: (Dalgalarrondo, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Artmed, 04/2011. p. 183).

Bibliografia:

DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artmed, 2011.
VAZ, Elaine. FONTES, Sissy. FUKUJIMA, Marcia. Testes para Detecção de Apraxias por Profissionais da Saúde. Revista Neurociências, disponível online em http://www.revistaneurociencias.com.br/edicoes/1999/RN%2007%2003/Pages%20from%20RN%2007%2003-7.pdf


AUTISTAS – formas diferentes de amar



     Talvez uma das grandes motivações que existe na vida é a contemplação do diferente. É o desafio constante do entender o outro e com isso ressignificar nossos valores, nossas crenças, nosso conhecimento.
    Existem situações que não são nada fáceis; é preciso discernimento, cautela, um olhar diferenciado. Entretanto, existem situações em que pensamos que já sabemos tudo, mas a convivência nos mostra que não sabemos nada.
    E um belo exemplo disso: Autistas... Cada um tem seu jeito diferente, cada um é único, aliás, todo ser humano é único...
    Há um tempinho atrás, precisei buscar conhecimentos sobre autismo e encontrei muitas receitas prontas. Eram praticamente um manual explicando sobre o que fazem, o que não fazem, que diante tal situação apresentariam tal comportamento...
     Lógico, tudo tem fundamento, tudo é fruto de muito estudo, mas na prática, no dia a dia, tudo era muito bonito no papel...
    Em nenhum receituário técnico você vai encontrar escrito: ABRA SEU CORAÇÃO E DEIXE QUE ELE IRÁ TE MOSTRAR POR ONDE DEVERÁS ANDAR...
    Somente aqueles que têm a oportunidade de entrar no mundo deles é que vão perceber o quanto é gratificante, o quanto te desafiam, mas o quanto são capazes de amar...
   Contudo, ressalto que: NUNCA subestimem a capacidade deles, JAMAIS os percebam com olhares de “coitadinhos”, eles são muito superiores a isso, portanto é preciso trabalhar LIMITES, pois existem comorbidades que pertencem ao autismo, mas também existem aquelas que eles vão adquirindo, justamente por perceber que não estamos cumprindo o nosso papel.

    Para maior compreensão do Autismo indico o vídeo a seguir que traz excelentes informações sobre o assunto, e para quem quiser saber mais sobre o autor da palestra, basta acessar este link Blog do TVC: