terça-feira, 16 de abril de 2013

Sistema nervoso e suas modificações





     O sistema nervoso se modifica durante toda a vida, mas dois momentos são particularmente importantes ao longo do seu desenvolvimento. O primeiro corresponde ao período em torno da época do nascimento, quando ocorre, um ajuste quanto ao número de neurônios que serão realmente utilizados nos circuitos necessários à execução das diversas funções neurais. O segundo corresponde à época da adolescência, quando um grande rearranjo tem lugar, havendo um acelerado processo de eliminação de sinapses, um “desbastamento sináptico”, que ocorre em diferentes regiões do córtex cerebral. Além disso, há um notável aumento da mielinização das fibras nervosas em circuitos cerebrais, tornando-os mais eficientes. As modificações que ocorrem na adolescência preparam o indivíduo para a vida adulta. O aumento da conectividade entre as células corticais é progressivo durante a infância, mas declina na adolescência até atingir o padrão adulto, o que reflete, provavelmente, uma otimização do potencial de aprendizagem. Nessa fase da vida diminui a taxa de aprendizagem de novas informações, mas aumenta a capacidade de usar e elaborar o que já foi aprendido.

sábado, 13 de abril de 2013

Sobre retenção na memória...


PESQUISAS APONTAM QUE...
Lembramos 10% do que lemos;
20% do que escutamos;
30% do que vemos;
50% do que vemos e escutamos;
70% do que ouvimos e logo discutimos;
90% do que ouvimos e logo realizamos.

VOCÊ CONCORDA COM A PESQUISA?

Inteligência e criatividade


 


     A inteligência pode ser reconhecida pelo seu raciocínio lógico onde a razão se faz presente na solução das questões. Entretanto a capacidade de pensar soluções inusitadas e originais requerem mais do que inteligência. Poderíamos dizer que pessoas criativas são consideradas pessoas inteligentes, mas nem toda pessoa inteligente é considerada criativa. Paul Torrance, responsável pelos Testes de Criatividade procura medir a dimensão entre o pensamento lateral ou divergente.
    Hoje consideramos como competência pessoal a busca pela inteligência criadora. Uma pessoa inteligente não é aquela que traz capacidades prontas para solucionar desafios, nem a criatividade funciona como um passe de mágica criando soluções do nada. A inteligência criadora é a capacidade de tornar uma adversidade atraente o suficiente para ativar a nossa percepção e usar a razão juntamente com a intuição. Ao se tornar motivado você ativa seu cérebro de forma mais completa e quanto mais aprender a gostar do que está fazendo, maior sua possibilidade de encontrar soluções tanto racionais quanto criativas.
    Uma pessoa entusiasmada com os desafios a superar torna-se altamente perceptiva para o inesperado, para encontrar soluções onde ninguém procura, e, é capaz de realizar operações exaustivas com mais disposição, pois está movida por uma alegria e uma vontade interior.
     Então, como você solucionaria a questão apresentada na imagem?

     Conforme Torrance, o raciocínio vai à busca de respostas lógicas e começa a andar em círculos porque a procura é por algo que se possa colocar dentro da caixa e não por algo que se possa retirar da caixa. Somente rompendo com essa forma racional de pensar é possível perceber que a resposta está no fato da palavra “encher” ter outros sentidos: você “enche” a caixa de buracos, ou seja, somente tirando pedações da caixa é possível torna-la mais leve.


Fonte: NICOLAU, Marcos. Razão & Criatividade: Artigos sobre neurociências e cognição. Revista Eletrônica Temática, 2004.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Teoria sociocognitiva de Bandura


  


  Segundo o psicólogo, Albert Bandura  a aprendizagem nem sempre requer reforço direto, ela  também pode ocorrer meramente como resultado de observar alguém realizando alguma ação. A aprendizagem desse tipo, denominada aprendizagem observacional ou modelação, está envolvida em uma ampla variedade de comportamentos. As crianças aprendem a bater assistindo a outras pessoas na vida real e na televisão. Elas aprendem a ser generosas, observando outros doarem dinheiro ou compartilharem bens. Bandura também chama a atenção para uma outra classe de reforço denominada reforços intrínsecos. Estes são reforços internos, tais como o orgulho que uma criança sente quando descobre como desenhar uma estrela ou o senso de satisfação que você pode experimentar após um exercício vigoroso.
    Finalmente, e talvez mais importante, Bandura contribuiu muito para a transposição da brecha entre teoria da aprendizagem e teoria cognitivo-desenvolvimental ao enfatizar elementos cognitivos (mentais) importantes na aprendizagem observacional. De fato, ele agora chama sua teoria de “teoria sociocognitiva” em vez de “teoria da aprendizagem social”, como foi originalmente rotulada. Por exemplo, Bandura agora enfatiza o fato de que a modelação pode ser o veículo para aprender informação abstrata e habilidades concretas. Na modelação abstrata, o observador deduz uma regra que pode ser a base do comportamento do modelo, então aprende a regra e o comportamento específico. Uma criança que vê seus pais sendo voluntários um dia por mês em um banco de alimentos pode deduzir uma regra sobre a importância de “ajudar os outros”, mesmo se os pais nunca realmente articularem essa regra. Portanto, através da modelação, uma criança pode adquirir atitudes, valores, formas de resolver problemas, até padrões de autoavaliação.

Fonte: BEE, Helen. BOYD, Denise. A criança em desenvolvimento. Porto Alegre: Artmed, 2011.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Você sonha com quê?



      As experiências sugerem que, à medida que a noite vai passando, nossos sonhos passam a tratar cada vez mais de assuntos do nosso passado, atingindo até a meninice e a primeira infância. Ao mesmo tempo, o processo primário e o conteúdo emocional do sonho também aumentam. Somos muito mais propensos a sonhar com as paixões do berço imediatamente antes de acordar do que logo após adormecer. É como se a integração da experiência do dia em nossa memória, o ato de forjar novas ligações neurais, constituísse ou uma tarefa mais fácil ou mais presente. À medida que a noite passa, e essa função é satisfeita, surgem os sonhos de conteúdo mais afetivo, os assuntos mais bizarros, os medos e desejos e outras emoções internas do material onírico. Tarde  da noite, quando a quietude é total  e os sonhos obrigatórios já foram sonhados, as gazelas e os dragões começaram a se mover.
         [..]
    Foram realizados estudos estatísticos sobre os tipos mais comuns de sonhos - estudos, que pelo menos até certo ponto, esclareceram a natureza dos sonhos. Em uma pesquisa entre estudantes universitários, eis os seguintes tipos mais frequentes de sonhos, pela ordem: (1) queda; (2) estar sendo perseguido ou atacado; (3) tentar repetidamente executar uma tarefa, sem sucesso; (4) diversas experiências acadêmicas de aprendizado; e (5) diversas experiências sexuais. O número 4 parece relacionar-se particularmente ao grupo tomado como amostra. Os outros, encontrados realmente nas vidas dos estudantes, provavelmente têm explicação geral, mesmo no caso de pessoas que não estudam.
       E SE VOCÊ TIVESSE PARTICIPADO DESTA PESQUISA, QUAL SERIA SEU TIPO MAIS COMUM DE SONHO?

Fonte:
SAGAN, Carl. Os Dragões do Éden.