Durante este mês assisti uma palestra sobre “Altas
habilidades/Superdotação” fiquei fascinada com a história do coreano Kim
Ung-you que segundo o palestrante aos 3 meses já estava falando e aos 5 anos
entrou na universidade. Mas, após pesquisa em algumas fontes, teve um
diferencial nos dados apresentados, pois a grande verdade é que este menino
considerado prodígio só iniciou sua fala aos 6 meses (apenas uma pequena diferença de 90
dias) e quanto a Universidade o diferencial foi de 1 ano, pois ele só foi
matriculado aos 6 anos na Universidade de Seoul ( nada que nos cause
espanto...)
Existem diversos sites falando da genialidade deste garoto,
ele está na lista das 10 crianças mais notáveis do mundo, mas na vida sempre
existe o outro lado. Um lado que nem sempre aparece, o lado fora dos holofotes, pois esta criança cresceu e hoje está com 50 anos, surpreendeu a muitos quando decidiu largar tudo e viver em busca da
felicidade.
Um dos aspectos que particularmente gosto de estudar são
casos como este, onde o indivíduo tem todo um aparato intelectual muito a
frente de sua idade cronológica e de certa forma se sente com a sensação de “não
pertença”, pois os interesses de crianças assim em muitos aspectos se
diferenciam das demais, mas ao mesmo tempo são crianças como as outras. Sem
contar que se o ambiente familiar não souber dar suporte a elas, pode-se ter aí
um grande problema, pois existe o lado, em que algumas famílias utilizam-se
destas crianças como forma de “inflar o ego”, onde algumas são alvos de
exposições na mídia.

Mas voltando a história de Kim, este coreano nasceu em 7 de
março de 1963, sendo que seu nome consta no Livro dos Records Guinness, na
categoria QIs mais altos, com uma pontuação de 210. Ele começou a falar com 6
meses e aos 3 anos de vida conversava fluentemente em japonês, coreano, alemão
e inglês, a ponto de compor poesias nesses idiomas. Suas habilidades intelectuais compreendiam
também a matemática mais avançada. Aos 6 anos Kim foi matriculado na
Universidade de Seoul. Aos 8 anos foi
convidado para trabalhar na NASA, onde permaneceu durante 10 anos. Aos 9 anos
recebeu o título de doutor Honoris Causa em Matemática Espacial e Cálculo
Diferencial e aos 12 anos também recebeu o título em Física Nuclear e foi
considerado o gênio mais completo da história da humanidade. Hoje em dia ele é
professor de universidade na Coréia.

Quando optou por voltar a Coréia, todos não entenderam sua atitude. Conforme ele, a mídia denunciou-o como um "gênio
fracassado", mas ele não tem ideia de por que sua vida, que ele considera um
sucesso, teve que ser chamada de fracasso.
"As pessoas esperavam que eu me tornasse um funcionário
de alto escalão no governo ou uma grande empresa, mas eu não acho que só porque
eu não quis tornar-me o esperado, dá a qualquer um o direito de achar que minha
vida é um fracasso", disse ele.
Quando Kim decidiu deixar a NASA, entrou em uma universidade
localizada fora de Seul e tornou-se um trabalhador de empresa igual a qualquer
outro. Conforme ele, todos os anos em que trabalhou na NASA foram muito
solitários.
"Naquela época minha vida era como de uma
máquina. Acordava, resolvia as equações que
me eram atribuídas diariamente, comia, dormia, e assim por diante. Eu realmente
não sabia o que eu estava fazendo, e eu estava sozinho e não tinha amigos.
"
Como sentia muita falta de minha mãe, decidi voltar à Coréia,
mas fui alvo de perseguição da mídia.
"Eu estava doente e cansado de ser o centro das
atenções. Eu me senti como um macaco em um zoológico ", disse ele.
"Naquela época, não havia nem twitters, mensagens instantâneas, de modo
que os jornais tinham muito poder. A propagação das notícias foram tão rápidas que algumas pessoas até começaram a me chamar
de esquizofrênico principalmente por estar confinado em um quarto. Mas a grande
verdade é que eu queria evitar qualquer tipo de atenção a meu respeito. "
Como precisei arrumar um emprego na Coréia, me dei conta que
não tinha nenhum diploma oficial eu tive que começar tudo do zero. Desde o
Ensino Fundamental, Ensino Médio e Ensino Superior.
Kim afirmou que as pessoas investem muito significado em QI.
"Alguns pensam que as pessoas com um QI alto pode ser onipotente, mas isso
não é verdade. Olhe para mim, eu não tenho talento musical, nem estou excelência
no esporte ", disse ele. Assim como os recordes mundiais para os atletas,
ter um QI elevado é apenas mais um elemento do talento humano. QI alto, segundo
ele, não significa necessariamente que a memória imperecível: “Até certo tempo atrás eu poderia falar quatro
línguas - francês, alemão, japonês e Inglês -, mas não posso falar fluentemente
agora. Eu poderia treinar e falar um
pouco, mas honestamente estou enferrujado.
Hoje, ele se considera uma pessoa feliz, e diz que "A
sociedade não deve julgar ninguém com normas unilaterais - todo mundo tem
diferentes níveis de aprendizagem, esperanças, talentos e sonhos e devemos
respeitar isso".
Um dos grandes problemas de quase todos os indivíduos
superdotados gera em torno do ajustamento socioemocional, pois o
desenvolvimento das capacidades mentais e intelectuais se encontra muito acentuado e incompatível com os pares da
mesma idade, pois pode ocorrer a dificuldade de compartilhar os mesmos interesses.
Por isso a importância de ter um acompanhamento psicológico para estes
indivíduos, desde a mais tenra idade.
Entretanto, embora não exista um padrão comportamental
homogêneo entre os indivíduos superdotados, há um conjunto de características
que podem servir como indicativos na avaliação da superdotação. Vale ressaltar
que os superdotados podem apresentar diversas dessas características, mas não
necessariamente todas elas. Os traços observados são os seguintes:
- Desenvolvimento neuropsicomotor precoce: a criança
engatinha, anda e fala mais cedo do que o esperado, com vocabulário avançado
para a idade;
- Habilidade superior para manutenção da atenção;
- Ótima capacidade de memória com elevada e rápida
capacidade de aprendizagem;
- Persistência e motivação para a resolução de problemas;
- Aquisição precoce da leitura;
- Habilidade acima da média com números e aritmética;
- Curiosidade incomum, desejo de aprender e capacidade de
elaborar questionamentos de forma ilimitada;
- Interesses em áreas específicas, podendo tornar-se
especialista no assunto;
-Criatividade;
- Sensibilidade elevada, podendo apresentar fortes reações
em relação a parte sensorial (ruídos, odores, dores), e especialmente à
frustração;
- Comportamento de liderança;
- Energia elevada, o que pode ser confundido com
hiperatividade, especialmente quando não estimuladas adequadamente;
- Aguçada percepção de relações de causa e efeito;
- Facilidade para estabelecer generalizações, ou seja,
transferir aprendizagens de uma situação para outra;
- Elevado senso crítico: rapidez em identificar contradições
e inconsistências;
- Pensamento divergente: habilidade em encontrar diversas
idéias e soluções para um mesmo problema;
- Tendência ao perfeccionismo.
Referencial Bibliográfico: