sexta-feira, 19 de julho de 2013

Falar sozinho? Eu falo, e você?



      Estou certa de que você já presenciou uma cena de ver alguém falando sozinho, isso se essa pessoa não é você! Mas não se trata de maluquice não, pois para quem gosta de uma prosa consigo mesmo eis uma excelente notícia:  essas conversas ajudam a aumentar sua inteligência pois aceleram o lado cognitivo do cérebro.
      Para os professores Gary Lupyan e Daniel Swignley, dizer uma palavra em voz alta, ou dar “pistas verbais” ao seu cérebro, faz com que ele trabalhe mais rápido. Quando falamos sozinho e em voz alta, nós ajudamos o nosso cérebro a melhorar a concentração.  
    Os pesquisadores, das universidades de Wisconsin e Pensilvânia (EUA), realizaram um experimento com 20 voluntários que foram convidados a encontrar diferentes objetos dentro de um quarto. Os cientistas descobriram que as pessoas que repetiram o nome do objeto durante a execução das tarefas conseguiram terminar a prova mais rápido que os outros.
     “Se soubermos qual é o objeto, basta repetir o nome dele em voz alta, isto ajuda o nosso cérebro reativar esta informação visual, o que  facilita na pesquisa“, explicam os autores. Assim, a linguagem poderia estimular a percepção, fazendo com que o indivíduo concentre a sua atenção na tarefa determinada a ele. Outros estudos anteriores mostraram que as crianças, quando repetiam em voz alta para realizar tarefas como amarrar os sapatos por exemplo, aprenderam o processo com mais eficácia.
    


    Mas este é um dos enfoques dado ao ato de falar sozinho, existe também o fator da conversa interna, da compreensão de nossos sentimentos e transformação dos mesmos  em palavras que provoquem o entendimento do que estamos sentindo, pois o pensamento é uma atividade linguística e uma vez que pensamos em palavras, queremos entender os sentimentos e transformá-los.
    Na verdade o cérebro humano adora solilóquio (monólogo), mesmo quando falamos com outras pessoas, e especialmente quando sozinho, nós continuamente falamos para nós mesmos em nossas cabeças. Algumas pessoas tentam até  espionar as conversas silenciosas nas mentes de outras pessoas. E foi isso que fez Andrew Irving, um antropólogo da Universidade de Manchester, que decidiu tentar algo um pouco diferente: a transcrição peripatético de consciência.
      Entretanto a pesquisa dele foi um tanto diferenciada, ele ficou interessado em saber como os pensamentos das pessoas, especialmente sua percepção de tempo, mudam à medida que elas se aproximam da morte. Seus voluntários tinham doenças graves ou terminais, então lhes deu  gravadores e os seguia pelas ruas de seus bairros, filmando e registrando todas as vezes em que se encontravam falando seus pensamentos em voz alta. "Eu percebi que você poderia ver alguém sentado em uma cadeira ou caminhar ao longo da rua e pode parecer que nada está acontecendo, mas, na verdade, muita coisa incrível está acontecendo", diz Irving. "Em suas cabeças eles podem ir desde a infância até a religião para questionar a Deus para tentar imaginar o que existe para além da morte."
     Nos vídeos de Irving as pessoas estão vivendo suas vidas mais ou menos como de costume, andar e falar para si mesmos, falam no microfone como se estivesse tentando entreter alguém. O discurso interior das pessoas captura apenas as formas linguísticas de pensamento, negligenciando imagens e cenas. Eles são registros permanentes de pensamentos fugazes, dos processos mentais dinâmicos desfraldando em tempo real.  Eles nos dão acesso quase direto a um tipo de comunicação interna que normalmente não compartilhamos com o outro.
      "Há sempre esse conjunto de vozes simultaneamente acontecendo em público o tempo todo, mas você não pode ouvi-lo", diz Irving. "Eu estou interessado em tudo o que as pessoas estão pensando. 'O que devo comprar para o jantar esta noite? Devo comprar pasta? ' Isso é tão interessante para mim como algo mais dramático. " 

Fonte:



5 sintomas muito doidos de doenças neurológicas


Que julgamento você faria se, de repente, um conhecido seu começasse a comer pedras e tampinhas de garrafa, ou a falar com sotaque alemão, mesmo sem jamais ter pisado na Alemanha? E se ele passasse a jurar que é um morto-vivo ou a afirmar que você é um clone de si mesmo? "Coitado, ficou louco." Sim, seu amigo poderia estar enlouquecendo. Ou não! Esses comportamentos bizarros, por mais que pareçam loucura, estão entre os sintomas de algumas das síndromes neurológicas mais esquisitas do mundo - e que a medicina ainda não decifrou completamente.

"Síndrome não é doença", explica Almir Tavares, professor de neuropsiquiatria da UFMG. "Na verdade, ela configura apenas um conjunto de sintomas." Os médicos podem até não entendê-los direito, mas têm certeza, pelo menos, de uma coisa: a origem está sempre no cérebro - o órgão mais complexo e misterioso do corpo humano. Isso explica, em parte, por que a ciência não foi capaz até agora de encontrar tratamento para muitas dessas síndromes, muito menos curá-las. "Algumas dessas disfunções podem ser resultantes da carência de algum nutriente, mas também de uma esquizofrenia, por exemplo, entre outros vários problemas neurológicos", diz Tavares.

O enigma é tão grande que não se sabe explicar nem mesmo o motivo de certos portadores das síndromes se livrarem espontaneamente dos sintomas, enquanto outros permanecem atormentados por eles durante longos períodos ou até a morte. "De uma maneira ou de outra, elas sempre acarretam alguma incapacidade grave, levando o paciente a condições extremamente incomuns", afirma o professor da UFMG. Conheça 5 dessas esquisitíssimas "doenças":

1. Alotriofagia
VONTADE DE COMER O QUE NÃO É COMESTÍVEL

Nomezinho difícil, não é verdade? Pois a denominação popular da alotriofagia é ainda mais estranha: síndrome de pica. Trata-se de uma referência a um pássaro comum na Europa, o Pica pica, que tem por hábito encher a pança com quase tudo aquilo que encontra pela frente. O bicho pega e come não apenas insetos mas também pedrinhas, galhos e qualquer outra coisa que lhe passe goela abaixo. E é exatamente isso o que acontece com uma pessoa acometida pela síndrome.

2. Sotaque estrangeiro
DOUTOR, SERÁ QUE ESTOY QUEDANDO LOCO?

Acredite: tem gente que, de uma hora para outra, começa a falar com sotaque estrangeiro. Não pense que é brincadeira, nem que seja o efeito de uma longa viagem ao exterior. Do nada, o sujeito sai falando como se fosse espanhol, alemão, francês, americano, japonês... Mesmo que jamais tenha pisado em nenhum desses países. O fenômeno é raríssimo. Se acontecer com você, pode ter certeza: a síndrome do sotaque estrangeiro o pegou.

3. Mão alienígena
ELA TEM VONTADE PRÓPRIA E PODE ATÉ TE MATAR

Dá para imaginar quantas situações constrangedoras - ou até perigosas - alguém encararia se, de repente, perdesse o controle sobre uma das mãos. Já pensou se ela resolvesse desrespeitar a namorada de um lutador de jiu-jítsu? Parece piada de mau gosto, mas pode acontecer de verdade com pessoas que sofrem de um distúrbio neurológico conhecido como síndrome da mão alienígena.

4. Delírio de Cotard
A SÍNDROME DOS QUE JURAM ESTAR MORTOS

Gente supostamente capaz de conversar com os mortos é algo relativamente comum. Difícil é encontrar alguém que, vivinho da silva e olhando nos seus olhos, jure que está morto. Essa situação absolutamente surreal pode acontecer. Basta que você se depare com uma pessoa que sofra do chamado delírio de Cotard.

5. Síndrome de Capgras
CLONES TOMANDO O LUGAR DE PESSOAS QUE A GENTE AMA

Tão estranha quanto o delírio de Cotard é a síndrome de Capgras. Seu sintoma mais típico renderia um bom filme de ficção científica: o paciente acredita que alguém bem próximo a ele - pais, cônjuge, filho - foi substituído por um clone. Isso quer dizer que o doente reconhece as características físicas da pessoa, mas não tem dúvida de que se trata de um impostor.


quinta-feira, 18 de julho de 2013

Reservas Cognitivas



    Quantos caminhos que o seu cérebro tem? Nossos pensamentos se deparam com uma grande e diversificada rede de vias sinápticas, com trilhões de sinapses, que formam um incrível número de conexões possíveis.
    Cada cérebro humano tem mais potenciais combinações sinápticas do que átomos no universo, porém,  infelizmente, doenças podem devastar essas conexões.  A doença de Alzheimer e outras demências são pelo menos parcialmente causadas ​​pelas placas que se acumulam nos espaços entre as células nervosas, inibindo suas comunicações. Os cientistas que estudam a doença teorizam que, quando as vias neurais importantes ficam bloqueadas, o cérebro faz exatamente o que fazemos quando nos deparamos com um obstáculo: procuramos outro caminho para seguir em  frente.
      A capacidade de nossos cérebros para religar-se dessa forma é uma parte importante do que os cientistas chamam de reserva cognitiva. Simplificando, a reserva cognitiva é o número potencial de rotas alternativas no atlas do nosso cérebro. Pessoas com uma elevada quantidade desta reserva têm diversas e extensas redes neurais flexíveis que permitem que os seus cérebros se adaptem  e procurem encontrar maneiras de contornar deficiências cognitivas.
    Conforme Ricardo Marchesan, sócio-fundador do Cérebro Melhor, “A reserva cognitiva pode ser entendida como o conjunto de circuitos alternativos do cérebro que, na falta súbita de algum circuito, permite que outros sejam recrutados para dar conta do recado. Isso explica, por exemplo, por que algumas pessoas permanecem em forma e pensando com clareza ao longo de toda a vida enquanto outras pessoas não”.
     Para  manter as reservas cognitivas precisamos estar em  constante aprendizagem, conforme  o site Cérebro Melhor, a educação formal ajuda muito nas melhorias cognitivas:De fato, o maior fator de proteção contra a demência senil e a demência neurodegenerativa é simplesmente a educação formal: quanto mais tempo se passa na escola, menor se torna a probabilidade de um dia ter sinais da doença de Alzheimer, por exemplo.

     Falando sobre Reserva Cognitiva, Nick Fox, um cientista do Instituto de Neurologia de Londres conta que: Um professor universitário chegou à sua clínica relatando que sua memória estava debilitada. Porém, os testes psicométricos indicavam que ele estava bem, e sua família comentou que não notavam nada de diferente no comportamento dele. Mas o professor disse que quando ele jogava xadrez, costumava pensar que nove movimentos à frente, e agora ele só conseguia pensar cinco anos à frente. Algumas semanas mais tarde ele veio a falecer e através da autópsia constatou-se que ele tinha Alzheimer, num nível bem avançado. Apesar disso, seu cérebro ativo tinha reserva suficiente para amortecer quase todas as manifestações da doença.
     Citando ainda Nick Fox: se seus pensamentos sempre viajam pela mesma estrada, um dia, que a estrada está fechada, você poderá ficar em apuros. Se uma pessoa vive uma vida de rotina, geralmente faz a mesma coisa dia após dia e não é desafiado por seu trabalho, certamente não vai ter um cérebro tão flexível como alguém que vive em um ambiente estimulante, desafia a si próprio, mantém curiosidade sobre o mundo, e busca a aprendizagem ao longo de sua vida.
     Desenvolvendo a sua reserva cognitiva não quer dizer que irá impedir a doença de Alzheimer, mas as pessoas com alta reserva cognitiva podem viver com a doença durante anos sem sofrer nenhum sintoma. Os cientistas dizem que os cérebros com recursos vão encontrar novas maneiras de realizar as funções necessárias. Enquanto uma pessoa com baixa reserva cognitiva pode começar a ter perda de memória de curto prazo dentro de alguns meses, logo que começar a desenvolver a doença. Porém, uma pessoa com alta reserva cognitiva pode viver entre cinco ou seis anos antes de se detectar qualquer evidência de imparidade.
     Pessoas que estão em constante aprendizagem, cuidam de sua alimentação, procuram comer vegetais verdes, frutas com antioxidantes, peixe e nozes, que são ricos em ácidos graxos ômega-3 e também fazer exercícios regularmente terão muita reserva cognitiva e muita saúde no decorrer de sua vida!
Imagem: Cérebro Melhor

Fonte:
BARROS, Nicole. MIRANDA, Marco, PIERINA, Fernanda. As reservas cognitivas tornam o cérebro mais resistente aos danos decorrentes do envelhecimento, ou de doenças. Disponível online em http://www.fisiobrasil.com.br/main.asp?link=noticia&id=642
CÉREBRO MELHOR. Por que funciona: Reservas Funcionais. Disponível online em http://www.cerebromelhor.com.br/reservas_funcionais.asp

sábado, 13 de julho de 2013

O crescimento do Autismo


    Sabemos muito pouco sobre o Autismo, entretanto a cada ano aumenta o número de indivíduos diagnosticados com TEA (Transtorno do Espectro Autismo). Muitas são as especulações do que pode ser ou não a causa do elevado crescimento destes índices, conforme o Centro dos EUA de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) de 1980 até a data de hoje o crescimento foi muito significativo.
   Segundo Emily Willingham, escritor da Forbes, dentro desses números aparece a constatação de que a maior parte do aumento de 2007 para 2013 ocorreram em crianças em idade escolar. Em outras palavras, se  é possível diagnosticar o autismo por volta dos 18 meses de idade até os 5 anos, porque muitos destes novos diagnósticos de autismo foram detectado somente mais tarde? Por que o autismo “passa” despercebido em algumas crianças, antes de sua vida escolar? Isso se encaixa com a ideia de que uma grande parte do aumento no autismo que temos visto na última década, tem muito a ver com uma maior consciência e identificação do mesmo, bem como a aceitação das pessoas autistas, verificação de seu potencial, e a busca para garantir os apoios e os recursos necessários para cumprir esse potencial.
    De acordo com o DSM-V (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), cuja última revisão foi agora em maio de 2013, ocorreram mudanças significativas para os critérios de diagnósticos para o autismo. A nova revisão do DSM inclui uma definição diferente de TEA (Transtorno do Espectro Autista, ASD em inglês). Para ser diagnosticado com TEA, o indivíduo deve ter apresentado sintomas que comecem na infância precocemente e devem comprometer a capacidade do indivíduo em função da sua vida e do dia a dia.
    No DSM-IV, havia cinco transtornos do espectro do autismo, cada um dos quais tinha um diagnóstico único: Transtorno Autista ou autismo clássico, Transtorno de Asperger ,Transtorno Invasivo do Desenvolvimento - Sem Outra Especificação ( PDD-NOS ), Síndrome de Rett, Transtorno Desintegrativo da Infância.
    Na última revisão do DSM, esses transtornos não existirão como diagnósticos distintos no espectro do autismo. Em vez disso, com exceção da síndrome de Rett, eles vão ser incluídos no diagnóstico de "Transtorno do Espectro do Autismo." A Síndrome de Rett vai se tornar uma entidade própria e deixará de ser parte do espectro do autismo.
     De acordo com a Associação Americana de Psiquiatria DSM-V Development Team, os padrões para o diagnóstico de transtornos do espectro do autismo mudaram por várias razões:
 - Embora seja possível distinguir claramente a diferença entre as pessoas com TEA’s e aqueles com o funcionamento neurotípico, é mais difícil de diagnosticar os subtipos válidos e consistentes.
- Uma vez que todas as pessoas com transtornos do espectro autista exibem alguns dos comportamentos típicos, é melhor para redefinir o diagnóstico por gravidade do que ter um rótulo completamente separado.
- Um único diagnóstico de TEA reflete melhor a atual pesquisa sobre a apresentação e patologia do autismo.

Novos Critérios Diagnósticos para Transtorno do Espectro do Autismo

    Quando um médico ou psicólogo diagnostica alguém com autismo, ele ou ela compara o comportamento do indivíduo com os critérios estabelecidos no DSM. Se o comportamento se encaixa na descrição listada no texto, então o indivíduo pode ser diagnosticado com um distúrbio do espectro do autismo.
    A nova revisão do DSM incluída uma definição diferente de ASD. Para ser diagnosticado com ASD, e indivíduo deve ter exibido sintomas começam na infância precoce, e esses sintomas devem comprometer a capacidade do indivíduo de funcionar na vida do dia-a-dia.

Os déficits sociais e de comunicação
A fim de receber um diagnóstico de Transtorno do Espectro do Autismo, uma pessoa deve ter as três seguintes déficits:

ü  Problemas de interação social ou emocional alternativo - Isso pode incluir a dificuldade de estabelecer ou manter o vai-e-vem de conversas e interações, a incapacidade de iniciar uma interação, e problemas com a atenção compartilhada ou partilha de emoções e interesses com os outros.
ü  Graves problemas para manter relações - Isso pode envolver uma completa falta de interesse em outras pessoas, as dificuldades de jogar fingir e se engajar em atividades sociais apropriadas à idade e problemas de adaptação a diferentes expectativas sociais.
ü  Problemas de comunicação não-verbal - o que pode incluir o contato anormal dos olhos, postura, expressões faciais, tom de voz e gestos, bem como a incapacidade de entender esses sinais não-verbais de outras pessoas.

Comportamentos repetitivos e restritivos
Além disso, o indivíduo deve apresentar pelo menos dois destes comportamentos:

v  Apego extremo a rotinas e padrões e resistência a mudanças nas rotinas
v  Fala ou movimentos repetitivos
v  Interesses intensos e restritivos
v Dificuldade em integrar informação sensorial ou forte procura ou evitar comportamentos de estímulos sensoriais

    O DSM-V terá apenas duas áreas principais: comunicação social e os déficits e os comportamentos fixos ou repetitivos.
    O DSM-V Development Team explica que é difícil separar os déficits de comunicação e os déficits sociais, uma vez que estas duas áreas se sobrepõem de forma significativa. A comunicação é frequentemente utilizada para fins sociais, e os déficits de comunicação podem afetar drasticamente o desempenho social.

Os atrasos de linguagem não fazem parte do diagnóstico
    Anteriormente, um atraso de linguagem foi um fator significativo no diagnóstico de autismo clássico. Além disso, os indivíduos com Transtorno de Asperger não poderiam ter um atraso de linguagem, a fim de receber esse diagnóstico.
    A nova versão do DSM não inclui atraso de linguagem como um critério para o diagnóstico. Os atrasos de linguagem podem ocorrer por muitas razões e não foram consistentes em todo o espectro do autismo, a Equipe de Desenvolvimento DSM-V sentiu que eles não devem ser necessários para o diagnóstico.


Fonte:
MILLER-WILSON, Kate. Critérios para o autismo, no DSM-V. Disponível online em: http://autism.lovetoknow.com/diagnosing-autism/criteria-autism-dsm-v

WILLINGHAM, Emily. Prevalência do autismo está agora em 1 em 50 crianças. Disponível online em: http://www.forbes.com/sites/emilywillingham/2013/03/20/autism-prevalence-is-now-at-1-in-50-children/

Quatro maneiras de enganar o seu cérebro para comer menos


 E quem nunca exagerou na comida? Pois é, comer demais é um dos principais motivos para o ganho de peso. Calorias que não são queimadas pelo exercício ou atividade são armazenadas no corpo como gordura extra.
Há muitas causas ambientais e internas que podem levar uma pessoa a comer demais. Mas, mudando pequenos comportamentos você pode mudar seus velhos hábitos e ao longo do tempo e ter uma alimentação menos calórica.
Você pode enganar o seu cérebro e consumir menos calorias, preste atenção nestas  dicas:
1. USE PRATOS, TIGELAS E COLHERES MENORES: um estudo realizado pela Universidade de Cornell, os participantes receberam aleatoriamente taças e colheres médias que foram usadas para servir-se de um sorvete coletivo. Verificou-se que aqueles que receberam taças maiores, serviram-se de 31 % mais sorvete do que aqueles que tiveram taças menores. Aqueles que tinham colheres maiores se serviam de 14 % mais.  ( Entendeu agora porque nos restaurantes o prato de sobremesa é tão pequeno?)
Outro estudo realizado pela Universidade da Pensilvânia apoia a validade desta afirmação. Num experimento psicólogo colocou-se uma tigela de chocolates com uma colher pequena. No dia seguinte, eles substituíram a pequena colher por uma maior. Eles determinaram que as pessoas comiam exageradamente 66% a mais com a colher maior. Portanto, tente comer as suas refeições com utensílios e pratos menores para enganar-se e consumir menos calorias.
2. “COMENDO COM A MÃO NÃO DOMINANTE”: Imagine-se assistindo televisão e comendo pipoca, com a mão não dominante. Segundo o pesquisador David Neal, da Universidade do Sul da Califórnia, "Quando a gente come repetidamente um determinado alimento em um ambiente particular, o nosso cérebro trata de associar a comida com aquele ambiente e nos faz continuar comendo enquanto aquelas pistas ambientais estiverem presentes ". Experimentos têm mostrado que uma forma de reestruturar essa situação e ingerindo menos calorias, seria comer com a mão não dominante.
3. ESCONDA OS “PETISCOS”: as pessoas tendem a comer mais lanches (petiscos) quando o alimento é facilmente visível e está ao nosso alcance.
Um programa de televisão britânico, "Secret Eaters" comprovou através de estudos que colocando doces (guloseimas) em taças claras ao alcance das pessoas, o consumo aumenta em 70% mais do que aqueles que tem seus petiscos escondidos dentro de seus armários. Portanto, uma sugestão aqui é deixar à vista frutas, legumes, verduras...
 4. BEBA EM COPOS ALTOS E FINOS:  Estudos sugerem que nosso cérebro tem a sensação de beber mais quando os copos são altos e finos. Então, em se tratando de bebidas alcoólicas e/ou altamente calórica, a escolha do copo faz a diferença.