segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

O que você sabe sobre Jim Kwik?

Você acha possível alguém  de uma hora para outra adquirir superpoderes? Bem, digamos que não foi exatamente de uma hora para outra, mas o fato em questão é: como alguém relativamente normal pode se transformar num superintelectual?
Não estou brincando não, esta pessoa existe e está ensinando outras a adquirirem esta habilidade. Jim kwik atualmente é CEO da ‘Kwik Learning’. Por volta de seus 19 anos, Kwik percebeu que todos grandes líderes os quais admirava eram leitores assíduos (JFK, Carter, Clinton, Bill Gates, etc), e através disso ele concluiu que “Os livros são excelentes recursos para armazenar e transportar o conhecimento para qualquer lugar, para qualquer pessoa.”

        Entretanto Kwik levou um bom tempo para entender isso, vejamos sua trajetória inicial...

       Jim Kwik nem sempre foi um grande aluno. Na verdade, foi exatamente o oposto. Com 5 anos de idade sofreu um acidente que afetou algumas de suas funções cerebrais. Manteve-se na escola apresentando grande dificuldade de aprendizagem. Muitas vezes sofreu buylling devido a sua situação e foi tornando-se um garoto muito tímido. Quando chegou a época de ir à faculdade, sentiu-se aliviado. "Era para ser ótimo", ele relata. "A faculdade era um lugar onde ninguém me conhecia. Eles não sabiam que eu tinha dificuldade de aprendizagem. Eles não sabiam nada sobre mim. Eu pensei que eu poderia ser qualquer um, até mesmo um cara inteligente. "
    E nessa ânsia de se tornar um aluno completamente diferente, inteligente, aplicado aos estudos, passava horas e horas alimentando-se inadequadamente, dormia pouco, não praticava nenhum exercício físico, e um dia simplesmente desmaiou na biblioteca pública. Caiu de um lance de escadas e acordou no hospital, encontrava-se completamente desidratado.  Enquanto uma enfermeira lhe aplicava medicações,  conseguiu ler uma citação de Albert Einstein impresso na local: "Insanidade é fazer a mesma coisa repetidamente e esperar um resultado diferente."
     A frase ecoou dentro de si e  a mudança começou: em vez de pensar sobre o que ele estava falhando para aprender, ele começou a pensar sobre a aprendizagem em si:
- O cérebro era para ser um supercomputador, certo? Então, por que meu supercomputador apresenta “defeitos”? Por que não consigo me concentrar? Por que não consigo lembrar o que li? Por que continuo esquecendo onde coloco as chaves?...

     Ele chegou a uma conclusão: A escola, local pelo qual passou todos estes anos tentando ficar mais esperto, é um ótimo lugar para aprender o que aprender. Mas não é, necessariamente, um ótimo lugar para aprender a aprender. O sistema educacional foi criado no século XVIII para as seguintes necessidades: treinar pessoas para trabalhar em fábricas ou nas fazendas, serem obedientes, cumprir horários e não questionar ordens. Hoje, nós somos pagos pelo que está entre os nossos ouvidos. Nós somos trabalhadores do conhecimento. Somos pagos para a nossa capacidade de aprender. No entanto, temos um sistema educacional que não ensina as pessoas a aprender como se concentrar, ouvir, inovar, pensar, lembrar, resolver problemas. Por que a maioria das pessoas têm habilidades de leitura pobres?
    Então, Kwik fez a arte de estudar seu estudo. Começou a ler sobre neurociência, o desenvolvimento do adulto e metaaprendizagem, que é a ciência de como aprendemos. Ele descobriu que havia muito que aprender.
       Para sua surpresa incrível, o progresso veio rapidamente, depois de passar menos de 30 dias trabalhando em novos hábitos de aprendizagem, Kwik conseguiu concentrar-se melhor, ler mais rápido, reter mais informação e conhecimento. Após 60 dias, suas notas melhoraram e em muito menos tempo. Sua autoimagem começou a mudar. Sua confiança começou a subir. Em pouco tempo, ele quase não se reconheceu.
Kwik ressalta: "Eu não sou especial, não nasci com nenhuma habilidade específica, tudo que sei aprendi e se eu consegui aprendê-las, qualquer pessoa também o consegue, independentemente da idade, origem ou educação. "

 Ficou curioso(a) assim como eu? Quer saber exatamente o que ele fez que mudou seu desempenho na aprendizagem...fique ligado nos próximos post vou colocar algumas dicas...


Fonte: http://kwiklearning.com/

A partir de hoje: leia e escreva muito



     Um estudo publicado na Neurology mostra que leitura e escrita são ações eficazes para retardar o declínio cognitivo. 

   Elas proporcionam um excelente exercício cerebral, pois você usa sua memória de trabalho para processar as novas informações, em seguida, essas informações vão sendo agregadas a conhecimentos prévios sobre o assunto, ocorre uma transferência do que você aprendeu para sua memória de longo prazo. Escrever é uma das ferramentas que ajuda a consolidar as novas informações, para que você possa se lembrar delas quando necessitar.

   No estudo, os pesquisadores mediram a capacidade do cérebro de 294 pessoas (que já se encontravam em idades mais avançadas) por um período de 6 anos. Os participantes também responderam a questionários sobre sua escrita e os hábitos de leitura ao longo de suas vidas. O resultado foi que a perda de memória dos mesmos apresentou 32% a menos que a média dos que não liam.

   Portanto, se você quiser um bom desempenho cerebral, você tem que ler, ler, ler, escrever, escrever e escrever.

  Lembre-se: não importa quantos anos você tem, nunca é tarde para começar.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Mania de “enfeitar” a educação

    

     Interessante como as pessoas tem mania de querer enfeitar a educação. É comum ver em seminários, cursos e até em redes sociais as pessoas ficarem horas debatendo que educação é isso, é aquilo e etc... Queremos achar palavras bonitas, perfeitas que atenda a demanda educacional procurando promover a melhor qualidade possível. Até aí tudo bem, “promover melhor qualidade possível”.
     Minha preocupação não é e nunca foi com a terminologia correta das palavras, pois percebo que a teoria é muitas vezes desvinculada da prática, como diz Paulo Freire: “É preciso diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, até que, num dado momento a tua fala seja a tua prática.”
     Contudo,  dentro do contexto educacional, assim como eu, muitos escutam a expressão: - “Os pais não dão mais educação aos filhos...”, interessante esta falácia: “dar educação”, e dentro do mesmo contexto os mesmos profissionais muitas vezes pregam que “educação não se dá”, “cria-se possibilidades de conhecimento”. Estranho isso não é? Queremos alunos educados, mas nosso discurso é outro, pois será que os pais não andam “criando possibilidades de conhecimento?” Enfim nossas palavras matam inconscientemente  a nossa teoria...
     Recentemente coloquei um post em minha fanpage falando sobre a aprendizagem estratégica:
“O ser humano aprende por repetição. Quanto mais vezes recebemos o mesmo conteúdo de diferentes formas, mais possibilidades de aprender.” (Mauro Pennafort)
     Pois é, o autor colocou claramente RECEBER O CONTEÚDO DE DIVERSAS FORMAS, mas surpreendentemente uma pessoa entre 68.000 seguidores insistia em corrigir a frase, pois no entendimento da mesma, EDUCAÇÃO NÃO SE RECEBE, pois “receber” seria um ato mecânico.
     E aí vem os questionamentos: Como aprendemos a ser afetivos se não recebemos afeto? Como meu filho irá aprender o certo ou o errado se não ENSINO ao mesmo?
     E o mais interessante de tudo é que criticamos tudo que relaciona a educação palavra por palavra, mas RECEBEMOS tudo que a mídia nos impõe. Desde o nosso jeito de se vestir, o cabelo que devemos usar,  o brinquedo que meu filho deve ter, a ferramenta tecnológica que está em voga...
     E  fazendo um adendo ao post em questão: Dentro dos conhecimentos provindos da Neurociências voltados à aprendizagem, Herculano_Houzel nos traz três princípios básicos: 1) Atenção e Prática; 2) Método;  3) Motivação
     Então, se leio o primeiro princípio “atenção e prática” subentendo o quê? Que educação é somente criar possibilidades de conhecimento? Ou posso também ter a humildade de entender que EDUCAÇÃO TAMBÉM NOS É DADA, ou seja, RECEBEMOS EDUCAÇÃO.


quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

sábado, 11 de janeiro de 2014

Percepção e imaginação

Imagem: Brainfacts

     Quando você olha para a imagem da maçã no monitor do computador, uma maçã existe em dois lugares: no monitor e no seu cérebro. A percepção designa o ato pelo qual tomamos conhecimento de um objeto do meio exterior. Se você fechar os olhos e imaginar uma maçã, existe uma maçã, mas em um só lugar - em seu cérebro.
    A imaginação é a criação e manipulação de modelos cerebrais quando não existe um "estímulo" no ambiente atual. Gastamos horas por dia usando a imaginação. Imaginar a aparência de uma maçã pode não parecer muito importante, mas o papel da imaginação no pensamento humano é extremamente importante.
    Nosso cérebro responde aos estímulos ativados, por exemplo: ao imaginar que estamos comendo um pedaço de chocolate, mesmo que não aconteça fisicamente, a salivação será produzida pelo organismo. Se alguém lhe dissesse “não pense num macaco andando de bicicleta”...provavelmente você já está pensando...
       Entretanto existe um lado excelente da imaginação, ela pode ser utilizada para processos terapêuticos, bem como suporte para a criatividade. Muitos “gênios” ao longo da história usaram a visualização como estratégia de criatividade.
   Einstein, por exemplo, utilizou-se muito da criatividade para realizar descobertas importantíssimas para o universo. Mozart utilizava-se da sinestesia visual e auditiva para compor suas músicas... Tesla imagina suas criações com tanta realidade, que mencionou que quase que podia tocá-las.
   Conforme Einstein “A imaginação é mais importante que o conhecimento”, pois a imaginação te dá suporte pra criar novas realidades.