Passamos por contextos históricos onde o cérebro não tinha o
privilégio da psique, era apenas um órgão qualquer dentro de nosso corpo, mas
num mundo cheio de transformações o cérebro começou a ser encarado como uma
máquina, uma estrutura em engrenagem...
O tempo passou e novas concepções a cerca do cérebro foram
surgindo, pois a era computacional reestruturou
esta visão e o advento dos computadores ampliou a metáfora mecanicista do
cérebro como grande e potente gerenciador cibernético (software: consciência e
funções psíquicas/ hardware: a pessoa em si, o sujeito da ação).
Na atualidade, a neurociência está nos trazendo novas concepções,
novos paradigmas e tem nos apresentado a visão de um cérebro que se assemelha a
um ecossistema, um cérebro ecológico onde os neurônios vivem se reestruturando
através dos estímulos que nos são oportunizados.
E dentro dessa dimensão de ecossistema que a neuroplasticidade
tem mostrado o quanto o homem é maleável, o quanto consegue se reestruturar
frente às situações que lhe são apresentadas cotidianamente. Conforme Houzel
estamos diariamente nos esculpindo, tomando decisões a partir de nossa
capacidade de olharmos para nós mesmos.
Sendo assim, o homem é ao mesmo tempo sujeito e objeto de
observação, uma metamorfose ambulante...






