domingo, 27 de novembro de 2016

Habilidades Matemáticas – Santa Cruz do Sul - RS

Ana Lúcia Hennemann¹
Ontem (26.11.2016), uma das diversas turmas de Neuropsicopedagogia Clínica de Santa Cruz do Sul, teve a disciplina de Habilidades Matemáticas. Para quem não conhece, Santa Cruz do Sul é uma das cidades do estado do Rio Grande do Sul, cuja população em 2010 era de 102.891 habitantes. A cidade é conhecida por ser a sede da maior Oktoberfest do Rio Grande do Sul, receber um dos maiores festivais de arte amadora, o Encontro de Arte e Tradição, e pelo Autódromo Internacional de Santa Cruz do Sul.
E pela quantidade de alunos de Neuropsicopedagogia que por este local estão se formando através do CENSUPEG, certamente em futuro bem próximo, a cidade também será conhecida pela qualidade de profissionais desta área de atuação e por fazer um diferencial na aprendizagem de muitos indivíduos. Pois, conforme o Código de Ética Técnico-Profissional da SBNPp (2016),
A Neuropsicopedagogia é uma ciência transdisciplinar, fundamentada nos conhecimentos da Neurociências aplicada à educação, com interfaces da Pedagogia e Psicologia Cognitiva que tem como objeto formal de estudo a relação entre o funcionamento do sistema nervoso e a aprendizagem humana numa perspectiva de reintegração pessoal, social e educacional.

Diante o entendimento da fundamentação da Neuropsicopedagogia é que nossos alunos têm disciplinas voltadas a toda estas interfaces, e sendo assim precisam de subsídios para compreender como ocorre o processo de avaliação e intervenção dos transtornos específicos de aprendizagem, além de outros. E é neste sentido que ocorreu a disciplina de Habilidades matemáticas, cujos objetivos já foram descritos na publicação “Habilidades Matemáticas – Araranguá SC”.
A turma de Santa Cruz do Sul também recebeu orientações de como fazer testagem em aritmética, através da “Prova de Aritmética” de Seabra, Dias e Capovilla, e teve a oportunidade de manusear um dos mais recentes instrumentos de sondagem das habilidades matemáticas nos anos iniciais do ensino fundamental, o “CORUJA PROMAT”. O mesmo tem por objetivo verificar se as competências numéricas básicas foram adquiridas e, em caso de defasagem indicar a(s) área(s) de concentração das dificuldades. Deste modo é possível identificar com maior exatidão áreas prioritárias para a intervenção especializada.
Também como forma de entendimento de “disfuncionalidades” relacionadas a aritmética, nos utilizamos de KOSC (1974, apud RUSSO 2015) explicando os seis tipos de discalculia: verbal, practognóstica, léxica, gráfica, ideognóstica e operacional.

E como não poderia faltar nas atividades finais da disciplina: utilizamos alguns jogos e atividades de intervenção voltados a aritmética, enriquecidos através de relatos e amostras de práticas já utilizadas por nossas aulas dentro do seu contexto do trabalho.

Referências:

RUSSO, Rita. Neuropsicopedagogia Clínica: Introdução, Conceitos, Teoria e Prática. Curitiba: Juruá, 2015.

SEABRA, DIAS e CAPOVILLA. Avaliação Neuropsicológica Cognitiva: Leitura, Escrita e Aritmética. Vol. 3. São Paulo: Memnom, 2013.

SBNPp. NOTA TÉCNICA Nº 01/2016. Joinville, SBNPp, 2016.  Disponível online em: http://www.sbnpp.com.br/wp-content/uploads/2016/11/Nota-T%C3%A9cnica-01-2016-agosto.pdf

WEINSTEIN, Monica. Coruja PROMAT: roteiro para sondagem em habilidades matemáticas ensino fundamental I. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2016.


NotaSe você tem dúvidas relativas a Neuropsicopedagogia, consulte o site da Sociedade Brasileira de Neuropsicopedagogia: www.sbnpp.com.br
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[1]Especialista em Alfabetização, Neuropsicopedagogia e Educação Inclusiva, Neuropsicopedagogia Clínica e Neuroaprendizagem. - whatsApp - 51 99248-4325


domingo, 20 de novembro de 2016

Habilidades Matemáticas – Araranguá SC

 
                                                                                      Ana Lúcia Hennemann¹

          Araranguá, cidade de Santa Catarina, em 2010 era constituída por 66.442 habitantes. Consta no site do município que a mesma foi fundada em 1880, entretanto há vestígios de ocupação histórica desde 6.000 a.C. feitas por índios sambaquieiros, caçadores-coletores, Xoklengs e Guaranis.

E foi nesta linda e mega cidade histórica que lecionei neste sábado no curso de Pós-Graduação em Neuropsicopedagogia Clínica, pelo grupo CENSUPEG.
Este curso tem como objetivo qualificar profissionais das mais diversas áreas (Pedagogia, Psicologia, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional e áreas afins) no sentido de instrumentalizá-los a partir de uma fundamentação teórica/técnica conforme o perfil profissiográfico do neuropsicopedagogo.
Neste último sábado (20/11/2016) as pós-graduandas tiveram uma das disciplinas que caracteriza os fundamentos e prática em equipe multiprofissional, as Habilidades Matemáticas. Através da mesma estudamos a aprendizagem dos processos neurobiológicos relacionados a esta área do conhecimento e conhecemos alguns instrumentos de avaliação voltados a Aritmética. Como forma de entender o modo de aplicação, como se faz a contagem da pontuação e verificação dos resultados obtidos pelo indivíduo, simulamos a aplicação de um destes instrumentos de avaliação.
A testagem estudada com maior profundidade neste dia foi a “Prova de Aritmética” de Seabra, Dias e Capovilla, que tem como finalidade avaliar a competência aritmética em crianças e adolescentes.

A importância desta avaliação se dá justamente por ser um instrumento que permite verificar no que exatamente a criança pode ter maior dificuldade, pois segundo os autores a Prova de Aritmética:
[...] pode ter grande utilidade, na medida em que permitirá ao profissional identificar áreas de maior ou menor comprometimento, assim como compreender as dificuldades apresentadas por uma criança face aos modelos cognitivos da competência aritmética. (SEABRA, DIAS E CAPOVILLA, 2013, p. 145)

Como atividades finais da disciplina, utilizamos alguns jogos e atividades de intervenção voltados a aritmética. Sendo assim, ressalto novamente que o grupo CENSUPEG prima pela qualificação do neuropsicopedagogo procurando alinhar o conteúdo de seus cursos em conformidade com o que prevê a SBNPp (Sociedade Brasileira de Neuropsicopedagogia)

Referências:


SEABRA, DIAS e CAPOVILLA. Avaliação Neuropsicológica Cognitiva: Leitura, Escrita e Aritmética. Vol. 3. São Paulo: Memnom, 2013.

SBNPp. NOTA TÉCNICA Nº 01/2016. Joinville, SBNPp, 2016.  Disponível online em: http://www.sbnpp.com.br/wp-content/uploads/2016/11/Nota-T%C3%A9cnica-01-2016-agosto.pdf


NotaSe você tem dúvidas relativas a Neuropsicopedagogia, consulte o site da Sociedade Brasileira de Neuropsicopedagogia: www.sbnpp.com.br
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[1]Especialista em Alfabetização, Neuropsicopedagogia e Educação Inclusiva, Neuropsicopedagogia Clínica e Neuroaprendizagem. - whatsApp - 51 99248-4325

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Avaliação e Intervenção Neuropsicopedagógica – Orleans SC





Ana Lúcia Hennemann¹

Orleans é um município do estado de Santa Catarina, cuja população em 2014 era de 22.311 habitantes. A mesma traz marcos relevantes na sua história envolvendo o casamento de Conde d’Eu e a princesa Isabel Cristina L. A. M. G. R. Gonzaga de Bragança, no século XIX. No entanto, somente em 1913 que obteve sua emancipação política.  

No ano de comemoração de 103 anos, a cidade também terá como novidade: 19 profissionais de neuropsicopedagogia que estão concluindo o curso de Pós-Graduação em Neuropsicopedagogia e Educação Especial Inclusiva, pelo grupo CENSUPEG.
A importância de ter um profissional de neuropsicopedagogia no contexto educacional oportuniza avaliação e intervenção precoce relacionados aos transtornos de aprendizagem. O neuropsicopedagogo recebe na sua formação toda orientação do funcionamento do sistema nervoso e quais as implicações que comprometem a aprendizagem quando o mesmo apresenta prejuízo no seu funcionamento.
Neste último sábado (14/11/2016) as alunas tiveram a penúltima disciplina: Avaliação e Intervenção Neuropsicopedagógica, a qual tive a honra de lecionar. Foram 30 horas de estudos voltados a: - qual o papel do neuropsicopedagogo no contexto institucional, - quais as áreas a serem avaliadas, - quais os instrumentos de avaliação que o neuropsicopedagogo dispõe e - de que forma intervir mediante as situações encontradas.
As primeiras 15 horas da aula, enfocaram todo o entendimento do conteúdo elencado pela Nota Técnica nº 1 – 2016, disponibilizado pela SBNPp (Sociedade Brasileira de Neuropsicopedagogia). Num momento posterior, as alunas receberam estudos de casos já realizados, contendo elementos de avaliação e intervenção, os quais deveriam identificar e se apropriar deste conhecimento para apresentar às colegas.
Nas últimas 15 horas, aprendemos a usar na prática a “Escala de avaliação das estratégias de aprendizagem para o ensino fundamental: EAVAP-EF” que é um instrumento que possibilitará as neuropsicopedagogas a auxiliar os alunos a melhorarem suas estratégias de estudo, intervindo de modo precoce, objetivando dessa forma, melhor desempenho acadêmico dos estudantes. Trata-se de um instrumento que identifica as estratégias cognitivas e metacognitivas que o aluno usa durante o estudo, bem como a ausência das mesmas.  Nesse sentido, Boruchovitch (2006 apud Silva e de Sá 1997) esclarece que:
[...]a instrução em estratégias de aprendizagem possibilita aos estudantes ultrapassar dificuldades pessoais e ambientais de forma a obter um maior sucesso escolar. Estratégias de aprendizagem podem ser ensinadas para alunos de baixo rendimento escolar. É possível ensinar a todos os alunos a expandir notas de aulas, a sublinhar pontos importantes de um texto, a monitorar a compreensão da leitura, usar estratégias de memorização, fazer resumos, entre outras.

E como atividade final e de contextualização de toda disciplina, foram ofertados novos estudos de caso, para os quais deveriam pensar na proposta da Neuropsicopedagogia no contexto institucional, ou seja: atendimento coletivo, e montar uma Oficina Temática Neuropsicopedagógica voltada a áreas específicas de construção de habilidades para indivíduos que apresentam dificuldades semelhantes.
E desta forma, não somente por causa desta disciplina, mas por toda a grade curricular organizada no Código de Ética Técnico- Profissional da Neuropsicopedagogia, o grupo CENSUPEG mostra-se como a instituição que prima pela qualificação dos novos profissionais no mercado de trabalho, e estes, certamente farão toda diferença, pois têm a teoria aliada a prática.

Referências:

BORUCHOVITCH, Evely et al. A construção de uma escala de estratégias de aprendizagem para alunos do ensino fundamental. Brasília, Revista Psicologia: Teoria e Pesquisa, 2016.

OLIVEIRA, Katya. BORUCHOVITCH, Evely. SANTOS, Acácia. Escala de estratégias de aprendizagem para alunos do ensino fundamental: EAVAP-EF. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2010.


SBNPp. NOTA TÉCNICA Nº 01/2016. Joinville, SBNPp, 2016.  Disponível online em: http://www.sbnpp.com.br/wp-content/uploads/2016/11/Nota-T%C3%A9cnica-01-2016-agosto.pdf


NotaSe você tem dúvidas relativas a Neuropsicopedagogia, consulte o site da Sociedade Brasileira de Neuropsicopedagogia: www.sbnpp.com.br
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[1]Especialista em Alfabetização, Neuropsicopedagogia e Educação Inclusiva, Neuropsicopedagogia Clínica e Neuroaprendizagem. - whatsApp - 51 99248-4325



terça-feira, 25 de outubro de 2016

Neuropsicopedagogia: Cuidado com os equívocos


Ana Lúcia Hennemann[1]

Você saberia dizer o que é Neuropsicopedagogia?
Quais as ciências e práticas que compõem a Neuropsicopedagogia?
Você já leu o Código de Ética Técnico Profissional da Neuropsicopedagogia?

A Neuropsicopedagogia conceituada pela SBNPp (Sociedade Brasileira de Neuropsicopedagogia) como:
“Uma ciência transdisciplinar, fundamentada nos conhecimentos da Neurociências aplicada à educação, com interfaces da Pedagogia e Psicologia Cognitiva que tem como objeto formal de estudo a relação entre o funcionamento do sistema nervoso e a aprendizagem humana numa perspectiva de reintegração pessoal, social e educacional”. (SBNPp, 2016, p. 3)

vem se mostrando uma das ciências que tem se destacado rapidamente nos últimos anos, fomentando venda de cursos, livros e materiais correlacionados a mesma, porém se faz necessário um olhar mais minucioso a cerca de tudo que compõe o universo neuropsicopedagógico.
Embora a conceituação seja clara enfatizando a fundamentação e o objeto de estudo, a mesma tem se mostrado em alguns contextos de maneira equivocada: tanto na sua conceituação, quanto na prática do profissional de Neuropsicopedagogia. Um dos grandes fatores que contribuem para estas situações fazem menção ao não conhecimento do conteúdo do Código de Ética Técnico Profissional da Neuropsicopedagogia, sendo que este é disponibilizado gratuitamente no site da SBNPp,  cujo, seu contexto abrange desde a formação do neuropsicopedagogo até mesmo a sua atuação como profissional.
Por exemplo, o capítulo IV faz menção aos instrumentos da atuação neuropsicopedagógica, ressaltados no artigo 68, parágrafos 1, 2 e 3 as seguintes orientações:
§1° Toda avaliação e intervenção deverá ter um olhar neuropsicopedagógico. [...] É vetado o uso de procedimentos, técnicas e recursos não reconhecidos como neuropsicopedagógicos. §2° O Neuropsicopedagogo deverá utilizar protocolos de avaliação e intervenção que contemplem fundamentos básicos sobre a aprendizagem e desenvolvimento, como as funções executivas, atenção, linguagem, habilidades sociais, raciocínio lógico-matemático e desenvolvimento neuromotor.  §3º A formação do Neuropsicopedagogo prioriza o estudo e pesquisa sobre a aprendizagem relacionada ao funcionamento do sistema nervoso, incluindo estudos a cerca do cérebro, assim faltam-lhe condições técnica para realizar um trabalho com alguns aspectos do desenvolvimento humano. Desta forma, o Neuropsicopedagogo não pode avaliar a inteligência, os transtornos de humor e personalidade, bem como fazer uso de testes projetivos. (SBNPP, 2016, p. 15)

A breve leitura destes parágrafos esclarece o grande equívoco que vem ocorrendo em algumas grades curriculares de instituições que não são associadas a SBNPp, mas vendem cursos de Pós-Graduação em Neuropsicopedagogia. Por exemplo, estes dias estava lendo sobre a grade curricular de uma destas instituições e no site fazia menção aos eixos temáticos aos quais o curso estava pautado, para minha surpresa, todo eixo era fundamentado na Psicopedagogia. Nesse sentido, faz-se necessário relembrar que os eixos temáticos que compõe a Psicopedagogia e a Neuropsicopedagogia são diferentes, pois a primeira tem base na Epistemologia Convergente e a segunda na Neurociência aplicada à Educação e a Psicologia Cognitiva, no entanto ambas se fundamentam na Pedagogia. Por isso que a Neuropsicopedagogia não se utiliza de testes projetivos durante o processo de avaliação, muito menos do Teste do Par Educativo (TPE), cujo objetivo é investigar vínculo com a aprendizagem. Dentro da Neuropsicopedagogia o que seria avaliado dentro da perspectiva do desenho infantil é apenas se o indivíduo se encontra dentro dos parâmetros correspondentes ao seu desenvolvimento.
Outro fator que merece destaque é a questão da nomenclatura de Neuropsicopedagogo, pois conforme artigo 69: “A formação educacional do Neuropsicopedagogo se dá através de curso de pós-graduação (especialização lato sensu) com a titulação mínima certificada de Neuropsicopedagogia[...]” sendo assim, se o profissional possui a titulação de Psicopedagogia e faz uma pós em Neurociências, ele não é um neuropsicopedagogo. Cada profissional tem um perfil profissiográfico e devemos ter a ética de respeitar o espaço de atuação de cada um.
Portanto, relativo a Neuropsicopedagogia, se faz necessário entender que existe uma entidade que representa esta categoria de profissionais, a SBNPp, a mesma possui um selo indicando quais livros, cursos de pós-graduação e demais materiais que são chancelados pela mesma. Portanto devemos investir na profissão do neuropsicopedagogo, mas ficar alerta quanto as orientações da SBNPp evitando dessa forma cometer equívocos relativos a conceituação e a prática profissional da Neuropsicopedagogia.

Referência:
SOCIEDADE BRASILEIRA DE NEUROPSICOPEDAGOGIA- SNBPp (Brasil). Resolução nº 03/2014. Código de Ética Técnico-Profissional da Neuropsicopedagogia, Joinville, 30 de jul.2014.

Nota: Se você tem dúvidas relativas a Neuropsicopedagogia, consulte o site da Sociedade Brasileira de Neuropsicopedagogia: www.sbnpp.com.br

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[1]Especialista em Alfabetização, Neuropsicopedagogia e Educação Inclusiva, Neuropsicopedagogia Clínica e Neuroaprendizagem. - whatsApp - 51 99248-4325

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Emoções_aprendizagem através de aplicativo

     Todos nascemos com um “kit básico emocional” que são fenômenos expressivos, de curta duração mas que envolvem a ativação de estados de sentimentos que servem para nos auxiliar na adaptação ao ambiente. As emoções teriam como função: coping (enfrentamento) e socialização. Por exemplo: se percebemos que alguém está sorrindo, associamos o sentimento de felicidade e dessa forma já temos um feedback de como interagir com aquele indivíduo naquele determinado momento.
     Mas como fazer esta associação se não nos foi trabalhado estas noções? Pois temos o kit básico emocional, mas isso não é garantia de que sabemos usá-lo, portanto, emoções precisam ser trabalhadas desde o nascimento até a morte!
     Goleman (2013) menciona que a compreensão emocional básica se inicia na primeira infância: por volta de 2 a 3 anos, é possível relacionar palavras a sentimentos e classificar expressões faciais. No entanto, a partir dos 6 meses de idade começa a ser ativado um circuito de empatia que nos permite modelar as expressões/emoções daqueles que interagem conosco, são os “neurônios-espelho”. São circuitos que nos colocam em sintonia com alguém ao despertar o estado emocional identificado no outro. Contudo é lá na adolescência que já é possível 'ler' os sentimentos com precisão, sendo essa a base de interações sociais mais tranquilas.
    Como se pode perceber as emoções exigem um trabalho de “lapidação” durante toda a infância. Necessita a realização de um trabalho integrado onde a criança não apenas reconheça a emoção, mas que também saiba nomeá-la e compreender o significado da mesma.  E por isso, venho compartilhar com vocês um aplicativo que pode ser utilizado em diferentes contextos, familiar, escolar e clínico. É o ”Emoji Game” criado pela Educação Futura, cujo responsável é o professor Tiago B. J. Eugênio.
    O Emoji proporciona a identificação das expressões faciais fazendo com que a criança através do lúdico se aproprie de conhecimentos que agreguem valor as suas habilidades socioemocionais. Esta interação com o jogo fará com que a mesma comece a prestar mais atenção em si e nos outros, noções básicas e essenciais as quais descrevi no artigo “As crianças estão mudando o foco”.
    No contexto escolar e clínico há toda a possibilidade de criação de estratégias de intervenção, tais como: jogos de memória de emoções, dados de sentimentos, trilhas das emoções e quem sabe até criar um jogo de detetive de emoções.
    O jogo contribui também para indivíduos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) favorecendo o autoconhecimento, a empatia e a compreensão destes fatores.
 Ou então assistam no youtube um tutorial do jogo: